terça-feira, 29 de novembro de 2011

Visão Sistêmica e Inteligência Coletiva

Workshops in company

Desenvolvimento de Líderes e Times
 Relações em Jogo® / O Jogo da Transformação®

O futuro das organizações - e nações - dependerá cada
 vez mais da sua capacidade de aprender coletivamente.
Peter Senge

É bastante incerta a origem dos jogos de tabuleiro, mas eles são encontrados em culturas milenares e representam nosso universo mítico. O tabuleiro é uma metáfora da trajetória do homem para atingir seu propósito. A trilha reproduz os passos do caminho – que sempre é feito de obstáculos e superação.


O jogo recria situações do cotidiano, nas quais os participantes têm a oportunidade de acessar novos meios de pensar e novas formas de responder, podendo vivenciá-las num contexto seguro - livre das implicações que a experiência teria numa situação real. Porém, a ampliação de percepção gerada por essa vivência resulta em mudanças de atitude e comportamento frente às situações reais.

Relações em Jogo® explora a questão das relações humanas no trabalho e propicia o ambiente da discussão criativa, geradora de insights. O workshop favorece a reflexão e a transformação de crenças e padrões de comportamento cristalizados, que estão na origem dos conflitos interpessoais que inibem o potencial do time. Jogo customizável: possibilidade de desenvolvimento de tabuleiro e demais elementos do jogo com temas voltados à realidade e aos objetivos do grupo.


O Jogo da Transformação® é um instrumento criativo e refinado que captura a essência do processo de mudança. Os participantes identificam bloqueios e trabalham de forma cooperativa, ativando e compartilhando recursos na busca pela superação e transformação. Desenvolvido na Fundação Findhorn (Escócia) - um centro de educação holística e transdiciplinar reconhecido pelas Nações Unidas como modelo de desenvolvimento sustentável.

Os dois jogos ativam a capacidade crítica e criativa do time, enfatizando a visão sistêmica, a inteligência coletiva e a percepção dos recursos intangíveis; atributos que são os grandes geradores de valor na sociedade do conhecimento.

Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta, tendo como base a Psicologia Sistêmica e a Psicologia Analítica (Jung). Há vinte anos vem trabalhando com desenvolvimento de pessoas e organizações, utilizando a metodologia dos jogos de tabuleiro cooperativos. Atua principalmente com os temas: visão sistêmica, inteligência coletiva, novos paradigmas, relações humanas no trabalho.  É autora de Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

O tempo de mudança

“Nada que interessa se pode guardar.”
Oswaldo Montenegro

Durante a vida passamos por muitos momentos de crise. Em geral, sinalizam o fim de um ciclo - o esgotamento de um modo de viver. Quando encerramos as possibilidades de aprendizado em uma situação, surge a crise. Então, temos duas opções: permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e alcançar uma perspectiva mais ampla. Nossa escolha depende da capacidade de dar o primeiro passo e construir um caminho -  uma trilha - que nos conduza a essa nova realidade. Esse é o início do processo de mudança. 
Sempre ouço as pessoas dizerem que a resistência à mudança vem do medo do desconhecido. Naturalmente, pensamos no “desconhecido” como um conjunto de circunstâncias desconhecidas que precisaremos aprender a lidar, quando tudo já era tão familiar. A familiaridade dá um senso de identidade e até mesmo de propósito, que podem ser verdadeiros ou não – ou não mais. Quem já passou por mudanças importantes sabe que o grande desconhecido que encontramos pelo caminho somos nós mesmos. As mudanças significativas envolvem desconstrução, perda, expectativa, entusiasmo, incerteza, resiliência, curiosidade, dor, frustração, reconstrução, fé. Ninguém passa por um turbilhão desses sem uma transformação pessoal profunda.
Nossa autoimagem está apoiada nas coisas que conquistamos, nos papéis que desempenhamos, nos nossos relacionamentos. A mudança, voluntária ou involuntária, é uma perda dessas referências. Nosso senso de identidade é frágil - está apoiado em coisas que são externas e impermanentes. Essas coisas dizem ao mundo - e a nós mesmos - quem nós somos. Só que isso tem um bom tanto de ilusão e as grandes mudanças produzem um confronto inevitável.   
Há muitos anos ouvi a escritora americana Sara Marriott contar um sonho que teve quando foi convidada a vir morar no Brasil. Na época ela tinha 75 anos e morava em Findhorn - na Escócia. Ela dizia que todos os fatores externos indicavam que a ideia era absurda. A idade avançada, a saúde frágil, o idioma estranho – tudo dizia que não era prudente aceitar o convite. Mas o propósito de sua longa permanência em Findhorn já estava concluído e o próximo passo de seu “propósito maior” envolvia o Brasil. No conflito gerado pela perspectiva da mudança ela teve um sonho muito significativo.
Ela precisava subir uma escadaria sobre um abismo imenso e tudo era muito escuro. Ela não enxergava nem mesmo os degraus e não sabia como conseguiria chegar até o outro lado.  De repente, intuiu que deveria dar um passo. Quando deu o primeiro passo o degrau seguinte apareceu. Deu mais um passo e o seguinte apareceu. E assim foi até que atravessou o abismo e chegou ao outro lado. O sonho trouxe um grande insight para o seu dilema. Ela não conseguia visualizar o caminho completo porque ele ainda não existia. A "ponte" foi construída através dos passos que ela deu. Enquanto dava os passos para a vinda ao Brasil, ela foi estruturando uma “nova” Sara. Certamente, uma desconhecida.
Acredito que esse é o grande desafio da mudança. Não são as circunstâncias desconhecidas que nos assustam. O projeto mais desafiador é a construção de uma nova pessoa. Nós sempre estamos preparados para lidar com a situação nova. Mas nunca sabemos quem é a pessoa que vamos encontrar do outro lado da ponte. Esse é o verdadeiro desconhecido, que será forjado no caminho.
"... para nós, não tem fim o chamado da vida.
Saúda, pois, e despede-te, coração!"
Hermann Hesse - Andares


Texto: Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta, tendo como base a Psicologia Sistêmica e a Psicologia Analítica (Jung). Há vinte anos vem trabalhando com desenvolvimento de pessoas e organizações, utilizando a metodologia dos jogos cooperativos em tabuleiro. Atua principalmente com os temas: visão sistêmica, novos paradigmas, relações humanas no trabalho.  É autora de Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Contatos: (41) 3093-9989 / (41) 9841-4078 / sandra.happiness@terra.com.br / http://br.linkedin.com/in/sandrafelicidade
Vídeo: Oswaldo Montenegro interpreta "Estrada Nova" (Oswaldo Montenegro). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=yJ0dii2ilf4. Acesso em 08/11/2011.

Foto: Com Sara Marriott e Theresa Carlota - Nazaré Paulista, setembro/1998.