domingo, 30 de dezembro de 2012

Caminhos para a Mudança

Para quem quer construir novos caminhos...

Workshop com Jogo da Transformação®
em 
Nazaré Uniluz
04 a 06/jan


Público alvo: Pessoas interessadas em construir caminhos de mudança em diferentes aspectos da vida... Carreira/profissão/vocação, relacionamentos, estilo de vida, propósito de vida...

A vivência em Nazaré Uniluz integra workshop, meditações e partilhas.

Investimento: R$ 520,00 (inclui vivência, alimentação ovo-lacto-vegetariana e hospedagem em quarto individual)

Vagas Limitadas

Inscrições:
secretaria@nazareuniluz.org.br
11 4597-7103

Nazaré Universidade da Luz
Estrada de Ribeirão Acima km 1 - km 47 da Rodovia D. Pedro I 
Bairro Moinho I - Nazaré Paulista/SP

sábado, 1 de dezembro de 2012

O Campo da Felicidade


"Se você seguir no encalço da sua felicidade, entrará numa trilha que sempre esteve à sua espera, e a vida que você deveria estar levando é a única que lhe cabe viver. Quando você compreender isso, começará a conhecer pessoas que estão dentro do campo da sua felicidade e elas abrirão as portas para você. Eu lhe digo: vá em busca da felicidade sem medo, e as portas se abrirão onde você menos espera."
Joseph Campbell

domingo, 4 de novembro de 2012

A Criação de um Projeto

"Quando a pessoa não está empenhada há hesitação, possibilidade de recuo e, sempre, ineficácia. No que diz respeito a toda iniciativa (e criação), há uma verdade elementar, cujo desconhecimento desperdiça incontáveis ideias e planos esplêndidos: a de que, no momento em que o indivíduo se empenha definitivamente, a Providência também começa a agir. Todo tipo de coisa acontece em seu benefício, coisas que, de outro modo, nunca teriam ocorrido. Todo um fluxo de acontecimentos brota dessa decisão e ocasiona, em favor do indivíduo, toda sorte de incidentes, de ajuda material e de encontros imprevistos, os quais nenhum homem poderia sonhar que ocorreriam dessa maneira. Aprendi a ter um profundo respeito por uma das máximas de Goethe: 'Dê início a tudo o que você puder fazer, ou a tudo o que você julgar que pode fazer. A audácia traz em si o talento, o poder e a magia'." 

W. H. Murray, The Scottish Himalayan Expedition

Extraído do capítulo "A criação de um projeto de cura" - do livro "Luz Emergente" de Barbara Ann Brennan - Cultrix/Pensamento. (pág. 169)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Workshop em Nazaré Uniluz

Crise e Mudança
23 a 25 de novembro

Vivemos uma época de grandes mudanças coletivas que nos afetam de forma muito particular. Muitas das nossas certezas e garantias estão sendo colocadas em xeque. Os modelos de felicidade e sucesso - focados em carreira e consumo - estão desgastados e não convencem mais ninguém. As mudanças acontecem de forma cada vez mais acelerada e tomam direções imprevisíveis. Aparentemente, estamos sendo “convocados” a responder de forma original diante da vida e de nossos desafios pessoais e profissionais – o que envolve autoconhecimento e um nível de responsabilidade mais elevado.
Foto: Relações em Jogo®
Durante a vida passamos por muitos momentos de crise. Em geral, sinalizam o fim de um ciclo - o esgotamento de um modo de viver. Quando encerramos as possibilidades de aprendizado em uma situação, surge a crise. Então, temos duas opções, permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e alcançar uma perspectiva mais ampla. Nossa escolha depende da capacidade de dar o primeiro passo e construir um caminho -  uma trilha - que nos conduza a essa nova realidade. Esse é o início do processo de mudança.

Foto: Sala de Meditação - Uniluz
Neste workshop trabalhamos com as transições da vida, questionando os modelos que, em geral, orientam nossas escolhas e que estão em crise. A única referência “segura” é interna e deriva de uma busca que é muito pessoal. Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que há trinta anos promove e pratica princípios como sustentabilidade, trabalho em grupo, autoconhecimento, meditação e cultura de paz.  Por isso, oferece o ambiente ideal que convida à introspecção que aprofunda e enriquece a vivência.


Público alvo: Pessoas interessadas em promover mudanças ligadas a: Carreira/profissão/vocação, relacionamentos, estilo de vida, propósito de vida...

Facilitadora: Sandra Felicidade – Psicóloga, consultora, coach e psicoterapeuta. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento de pessoas e grupos, em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: Relações humanas no trabalho, processos de mudança, visão sistêmica e inteligência coletiva. Autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® – credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar.

Investimento: R$ 495,00 (inclui vivência, alimentação e hospedagem em quarto individual - no campus de Nazaré Uniluz).

Inscrições:
 secretaria@nazareuniluz.org.br (email e msn)
nazareuniluz.secretaria (skype name)
0xx11 4597-7109 / 4597-7103 de segunda a sexta-feira das 7h00 às 12h00 e das 13h30 às 16h00.

Nazaré Universidade da Luz
Estrada de Ribeirão Acima km 1 - km 47 da Rodovia D. Pedro I - Bairro Moinho I -
Nazaré Paulista/SP
www.nazareuniluz.org.br

domingo, 7 de outubro de 2012

O lado humano dos oceanos azuis*

Teoria do reconhecimento intelectual e emocional
W. Chan Kim & Renée Mauborgne

A empresa não é só a alta administração e gerência intermediária. Seus resultados dependem do desempenho de todos, do topo às linhas de frente. E ela se destaca dos concorrentes por sua capacidade de execução somente quando todos os membros da organização estão alinhados com a estratégia e sempre dispostos a apoiá-la em todas as circunstâncias.

O coração e a mente das pessoas precisam alinhar-se com a nova estratégia, de modo que, como indivíduos, a abracem de maneira espontânea, dispostos a ir além da execução compulsória e cooperando voluntariamente para a sua realização.

Emocionalmente, as pessoas precisam de reconhecimento do seu valor, não como "mão-de-obra", "pessoal" ou "recursos humanos", mas como seres humanos a serem tratados com todo o respeito e dignidade e a serem valorizados por seus méritos individuais, independentemente do nível hierárquico. Intelectualmente, os indivíduos buscam reconhecimento de suas ideias, no sentido de que peçam suas opiniões e sugestões e reflitam sobre elas, demonstrando consideração por sua inteligência e pedindo que exponham seus pensamentos. Os gerentes devem perceber o valor quase universal do reconhecimento intelectual e emocional implícito no processo justo.

Quando se consideram reconhecidas por seu valor intelectual, as pessoas se dispõem a compartilhar seus conhecimentos, com efeito, elas se sentem motivadas a impressionar e a confirmar as expectativas em relação à sua capacidade mental, tomando a iniciativa de propor soluções e de trocar opiniões. Do mesmo modo, quando se levam em conta suas emoções, as pessoas desenvolvem ligações sentimentais com a estratégia e se dispõem a dar o máximo de si mesmas. 

Quando não são tratadas de maneira que demonstre que seus conhecimentos são valorizados, as pessoas são dominadas pela indignação intelectual e não compartilharão suas ideias e habilidades; ao contrário, ocultarão seus melhores raciocínios e insights criativos (seus talentos), impedindo o surgimento de novas perspectivas e abordagens. O que é pior, também rejeitarão o valor intelectual dos outros. É como se dissessem: "Você não valoriza minhas ideias. Logo, também não valorizo suas ideias nem confio nas suas decisões estratégicas, na verdade, nem quero saber delas."

Do mesmo modo, na medida em que não se reconhece o seu valor emocional, as pessoas se sentem enraivecidas e não investem energia em suas ações; ao contrário, embromarão no trabalho e adotarão contramedidas, inclusive sabotagem.

Comprometimento, confiança e cooperação voluntária não são meras atitudes e comportamentos. São ativos intangíveis. Quando se pergunta a qualquer empresa que desenvolveu e executou com sucesso uma estratégia do oceano azul, os gerentes não  hesitarão em exaltar a importância dos ativos intangíveis para o seu sucesso. Do mesmo modo, os gerentes e empresas que não conseguiram executar estratégias do oceano azul observarão que a falta destes ativos contribuiu para o seu fracasso. 

A Estratégia do Oceano Azul - Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. - W. Chan Kim & Renée Mauborgne - Ed. Campus/Elsevier
*Trechos do capítulo 6: Embuta a execução na estratégia (p. 169 - 182)

domingo, 30 de setembro de 2012

A escolha do nosso caminho

"Se a humanidade é algo que tem que começar com a razão, com o sentimento, com uma relação humana mais estreita e mais limpa, com mais conhecimento do outro, então eu diria que cada vez estamos mais longe disso. As três doenças da atual civilização são a progressiva incomunicabilidade, uma revolução tecnológica que não temos tempo para assimilar nem sabemos aonde nos leva, e uma concepção da vida que passa unicamente pelo triunfo pessoal, individual."

José Saramago

domingo, 8 de julho de 2012

A escolha do nosso futuro*

Três grandes alternativas estão diante de nós – o colapso, a estagnação e a transformação. A dimensão das mudanças que estão ocorrendo é extraordinária. Iniciamos um processo de transição que se desloca de uma escala individual para uma escala global. Não estamos sozinhos nesta época de mudanças. Todas as pessoas que encontramos estão de alguma forma envolvidas em suas batalhas pessoais, procurando reagir a este tempo de desafios.

Como indivíduos, não estamos indefesos diante dessa mudança monumental. Oportunidades de uma ação significativa e considerável estão por toda parte: os alimentos que comemos, o trabalho que realizamos, os meios de transporte que utilizamos, o modo pelo qual nos relacionamos com outras pessoas, as roupas que usamos, os conhecimentos que adquirimos, as causas humanitárias que apoiamos, o nível de atenção que dedicamos à vida, e assim por diante. A matéria prima da transformação é idêntica àquela com a qual a vida diária é construída.

Os resultados desta época de transição planetária irão depender das escolhas que fizermos como indivíduos. Não existem precondições para a escolha de um caminho revitalizador de desenvolvimento da civilização. Nada está faltando. Nada mais é necessário, além daquilo que já temos. Não precisamos de novas tecnologias. Não necessitamos de lideranças heróicas, maiores do que o próprio homem. Nossa única necessidade é optar, como indivíduos, por um futuro revitalizante e, depois, agir em comunhão com os outros, para fazê-lo frutificar.

Por meio de nossas escolhas conscientes, podemos passar da alienação para a participação, da estagnação para o aprendizado, do cinismo para o interesse pelas outras pessoas. Longe de estarmos indefesos, somos a única fonte da qual podem emergir a necessária criatividade, compaixão e determinação. A época do desafio já chegou até nós. É tempo de começarmos o próximo estágio de nossa jornada.

*Trecho do livro Simplicidade Voluntária - Duane Elgin

terça-feira, 29 de maio de 2012

As conexões ocultas

"Para elevar ao máximo o potencial criativo e a capacidade de aprendizagem de uma empresa, é essencial que os líderes compreendam a interação que existe entre as estruturas formais e explícitas da organização e suas redes informais e autogeradoras, através das quais permutam-se habilidades e gera-se conhecimento tácito." 
As conexões ocultas - Fritjof Capra


Workshops in company
Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva
Informações: sandra.happiness@terra.com.br


domingo, 20 de maio de 2012

Uma experiência fora da caixa

Falamos muito sobre a necessidade de “pensar fora da caixa”, como condição para ideias inovadoras e estratégias arrojadas – inviáveis através do pensamento convencional. Mas pode ser difícil pensar fora da caixa se não ousarmos SAIR dos ambientes que só reafirmam a nossa visão de mundo. Ousadia não é pensar fora da caixa, é sair dela.

Sandra Felicidade

Seminário para Líderes em Nazaré Uniluz
Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva


uma experiência fora da caixa
17 a 19 de outubro

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Seminário para Líderes - Nazaré Uniluz

Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva
uma experiência fora da caixa
17 a 19 de outubro

Muitos dos paradigmas vigentes no mundo do trabalho visam resultados imediatistas e estão em crise. Precisam ser repensados, pois estão na origem de problemas que vão desde o impacto na saúde física e emocional das pessoas até as sérias questões econômicas e ambientais de hoje. O cenário cada vez mais complexo exige o desenvolvimento de estratégias baseadas em um novo modelo, mais sistêmico. Não é possível pensar em inovação e soluções sustentáveis, se percebemos a realidade sempre com os velhos enquadramentos e continuamos adotando uma lógica linear.

O líder pode ser aquele que perpetua o modelo vigente ou aquele que transforma, que apresenta uma nova visão de organização, capaz de gerar resultados a partir de uma gestão responsável do ponto de vista humano, ambiental e econômico. Numa perspectiva sistêmica, pensamos em resultados sustentáveis - o que só é possível num ambiente que estimule a verdadeira Inteligência, que envolve: criatividade, empatia, cooperação, motivação intrínseca e relações transparentes.

Foto: Relações em Jogo®
A quem se destina
Líderes, gestores, profissionais de RH, educadores e demais profissionais genuinamente interessados no desenvolvimento e valorização do potencial humano nas organizações.

Facilitadora
Sandra Felicidade - psicóloga com atuação nos campos da Psicologia Clínica, Social, Ambiental e do Trabalho. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento de pessoas e grupos em organizações de diferentes setores. Autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Trabalhou durante dez anos na área de marketing corporativo da 3M do Brasil. Foi diretora social do Clube 3M, responsável por projetos de qualidade de vida.

Nazaré Uniluz é um centro de estudos que tem como meta principal o desenvolvimento integral do ser humano. Há trinta anos promove e pratica princípios como sustentabilidade, trabalho em grupo, autoconhecimento, meditação e cultura de paz. 


Investimento
R$ 665,00 - inclui seminário, alimentação e hospedagem (quarto individual) no campus de Nazaré Uniluz. Chegada na quarta-feira à noite e saída na sexta-feira após o almoço.

Inscrições:
secretaria@nazareuniluz.org.br (email e msn)
nazareuniluz.secretaria (skype name)
0xx11 4597-7109 / 4597-7103 de segunda a sexta-feira das 7h00 às 12h00 e das 13h30 às 16h00.

Nazaré Universidade da Luz
Estrada de Ribeirão Acima km 1 - km 47 da Rodovia D. Pedro I - Bairro Moinho I -
Nazaré Paulista/SP
www.nazareuniluz.org.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reflexões Sistêmicas


Foto: Cena do filme Tempos Modernos - Charlie Chaplin
"A metáfora da máquina é tão poderosa que molda o caráter da maioria das empresas. Elas se tornam mais semelhantes a máquinas do que a seres vivos porque é assim que os seus membros as concebem."
Peter Senge

Seminário para Líderes
Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva
uma experiência fora da caixa
Nazaré Uniluz
17 a 19 de outubro
Inscrições:

nazareuniluz.secretaria (skype name)
0xx11 4597-7109 / 4597-7103 de segunda a sexta-feira das 7h00 às 12h00 e das 13h30 às 16h00.


Nazaré Universidade da Luz
Estrada de Ribeirão Acima km 1 - km 47 da Rodovia D. Pedro I - Bairro Moinho I -
Nazaré Paulista/SP

www.nazareuniluz.org.br

sábado, 12 de maio de 2012

Reflexões sistêmicas

Foto: Cena do filme Tempos Modernos - Charlie Chaplin
"Não há dúvida de que empresas administradas como máquinas simplesmente não têm condições de sobreviver no ambiente econômico de hoje, que além de complexo e orientado para o conhecimento, muda muito rapidamente."
Fritjof Capra

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do Trabalho - O trabalho do homem livre


Foto: O Jogo Planetário - Findhorn (Escócia)

"A plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. É o que eu chamo de ócio criativo, uma situação que se tornará cada vez mais difundida no futuro."


Domenico De Masi

domingo, 29 de abril de 2012

Workshop em Nazaré Uniluz


Crise e Mudança
23 a 25 de novembro

Vivemos uma época de grandes mudanças coletivas que nos afetam de forma muito particular. Muitas das nossas certezas e garantias estão sendo colocadas em xeque. Os modelos de felicidade e sucesso começam a dar sinais de desgaste. As mudanças acontecem de forma cada vez mais acelerada e tomam direções imprevisíveis. Aparentemente, estamos sendo “convocados” a responder de forma original diante da vida e de nossos desafios pessoais e profissionais – o que envolve autoconhecimento e um nível de responsabilidade mais elevado.
Foto: Relações em Jogo®
Durante a vida passamos por muitos momentos de crise. Em geral, sinalizam o fim de um ciclo - o esgotamento de um modo de viver. Quando encerramos as possibilidades de aprendizado em uma situação, surge a crise. Então, temos duas opções: permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e alcançar uma perspectiva mais ampla. Nossa escolha depende da capacidade de dar o primeiro passo e construir um caminho -  uma trilha - que nos conduza a essa nova realidade. Esse é o início do processo de mudança.


Foto: Nazaré Uniluz
Neste workshop trabalhamos com as transições/crises individuais, questionando os modelos que, em geral, orientam nossas escolhas e que estão em colapso. A única referência “segura” é interna e deriva de uma busca que é muito pessoal. Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que há trinta anos promove e pratica princípios como sustentabilidade, trabalho em grupo, autoconhecimento, meditação e cultura de paz.  Por isso, oferece o ambiente ideal que convida à introspecção que aprofunda e enriquece a vivência.

Público alvo: Pessoas interessadas em promover mudanças ligadas a: Carreira/profissão/vocação, relacionamentos, estilo de vida, propósito de vida...

Facilitadora: Sandra Felicidade – Psicóloga, consultora, coach e psicoterapeuta. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento de pessoas e grupos, em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: Relações humanas no trabalho, processos de mudança, visão sistêmica e inteligência coletiva. Autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® – credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar.

Investimento: R$ 495,00 (inclui vivência, alimentação e hospedagem em quarto individual - no campus de Nazaré Uniluz).

Inscrições:

secretaria@nazareuniluz.org.br (email e msn)
nazareuniluz.secretaria (skype name)
0xx11 4597-7109 / 4597-7103 de segunda a sexta-feira das 7h00 às 12h00 e das 13h30 às 16h00.

Nazaré Universidade da Luz
Estrada de Ribeirão Acima km 1 - km 47 da Rodovia D. Pedro I - Bairro Moinho I -
Nazaré Paulista/SP
www.nazareuniluz.org.br

domingo, 22 de abril de 2012

A força, a lei e o amor.


Consideremos três fundamentos das relações globais:

a força,
a lei e
o amor.




Podemos imaginar que o amor seja completamente utópico, mas vamos avaliar as alternativas.

Se não optarmos pelo amor, só nos restará a lei e a expectativa de uma estagnação burocrática mundial.

Se não optarmos pela lei, disporemos somente da força, com seu potencial de devastação ou dominação global.

Se valorizamos nossa liberdade e vitalidade como espécie, somos compelidos a nada menos do que aprender a amar uns aos outros, como uma família humana.

Duane Elgin

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Com a mente em paz...

Foto: Findhorn http://www.findhorn.org/
"A preocupação é a pior forma de atividade mental que existe. É energia mental desperdiçada. É inútil. Quando a vida fica mais difícil é porque você se esqueceu de quem é e dos meios que dispõe para criar a vida que deseja. Da mente em paz surgem grandes ideias, que podem ser soluções para os maiores problemas que você imagina ter."

Neale Donald Walsh

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O trabalho do homem livre



"Quem é mestre da arte de viver faz pouca distinção entre o trabalho e o tempo livre. Persegue simplesmente a sua visão de excelência em qualquer coisa que faça, deixando que os outros decidam se está trabalhando ou brincando. Ele sempre acha que está fazendo as duas coisas ao mesmo tempo." 

Pensamento Zen 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Simplicidade num mundo complexo

No texto abaixo, Duane Elgin descreve uma realidade de aproximadamente duas décadas atrás - e alerta para o risco da alienação no trabalho realizado em estruturas gigantes. Nas últimas décadas as organizações tornaram-se ainda maiores e mais complexas. A globalização e os avanços tecnológicos dissolveram as fronteiras de tempo, espaço e cultura – com grandes implicações no mundo do trabalho. Os efeitos desse fenômeno são diversos – e por falar em fronteira (ou na ausência dela), já não sabemos mais quando estamos diante de uma “benção” ou de uma “maldição”. A simplicidade favorece a clareza e a percepção do que é relevante e prioritário - significa eliminar excessos e complicações desnecessárias. Independente do tamanho da organização, as estruturas (físicas e hierárquicas) e os processos podem ser simplificados e humanizados.
Sandra Felicidade

Simplicidade e Trabalho*

Um terceiro exemplo fundamental da relevância da simplicidade é a maneira pela qual ela pode mudar a abordagem do trabalho. O relacionamento com o trabalho é bastante aprimorado quando o meio de vida de uma pessoa contribui genuinamente para o bem-estar individual e coletivo. É pelo trabalho que desenvolvemos nossa capacidade, nos relacionamos com os outros e colaboramos com a sociedade mais ampla.

Workshop: Relações Humanas no Trabalho
A simplicidade também se manifesta através de locais de trabalho de dimensões mais humanas. Muitas pessoas desempenham suas funções em ambientes de proporções gigantescas: empresas enormes, agências governamentais descomunais, instituições educacionais imensas, e assim por diante. Esses locais de trabalho tornaram-se tão grandes e complexos que é virtualmente impossível compreendê-los; são incompreensíveis, tanto para as pessoas que trabalham neles quando para aqueles que são servidos por eles. Não deve surpreender, portanto, o fato de que as ocupações geralmente relacionadas com essas organizações maciças tendem a ser rotineiras, especializadas e causadoras de stress. A simplicidade nessa área implica a mudança em favor de locais de trabalho mais humanos.

Isso não significa o abandono das instituições que foram criadas durante a era industrial; significa, antes, a reestruturação dessas organizações, de maneira que sua extensão seja mais compreensível e sua complexidade mais fácil de dominar. Na criação consciente de ambientes de trabalho cujas dimensões encorajem o envolvimento significativo e a responsabilidade pessoal, a alienação, o tédio e o vazio seriam grandemente reduzidos.

A qualidade da simplicidade também pode ser expressa como uma participação mais direta e plena em decisões relacionadas ao trabalho – por exemplo, a participação direta nas decisões sobre o que produzir; envolvimento direto na organização dos processos; e a participação direta na determinação de programas de trabalho – tais como horário flexível, divisão de trabalho, organização de equipes e outras inovações.

*Trechos extraídos do livro Simplicidade Voluntária – Duane Elgin. Editora Cultrix – 1993.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Simplicidade e Relações Humanas (Simplicidade Voluntária – Duane Elgin)

“O silêncio fala com uma eloquência incessante”
Ramana Maharshi

 
O nível de complexidade artificial que nossa vida atinge – pelo consumo excessivo - tem relação direta com a superficialidade das nossas relações e fragilidade dos nossos vínculos. Quanto mais nossa vida se enche de bugigangas, maiores são as barreiras para uma relação profunda e transparente. O encontro genuíno com o outro vai se tornando cada vez mais improvável. Criamos um círculo vicioso que consiste em “consumo – solidão – vazio – consumo”. As tecnologias digitais se tornam obsoletas com uma rapidez estonteante. Temos dois mil amigos nas redes sociais, estamos conectados com o mundo, mas nem por isso nos comunicamos de uma maneira mais verdadeira.  Como diz Duane Elgin, as coisas que consumimos nos consomem. E a comunicação, segundo o autor, é a segunda área que se beneficia quando simplificamos a vida conscientemente. A simplicidade nos coloca em contato com valores fundamentais na comunicação profunda: a coerência, a relevância, o silêncio, o olhar e o toque.
Sandra Felicidade

Simplicidade e a comunicação interpessoal*

Foto: Parque Ecológico Visão Futuro
A capacidade de comunicação encontra-se no centro da vida humana e da sociedade. Se não pudermos nos comunicar com eficiência, a própria civilização estará ameaçada. Quando aplicarmos o princípio da simplicidade às nossas comunicações, estas tendem a ser mais diretas, claras e honestas. Com relação a isso, considerem cinco áreas nas quais a simplicidade pode melhorar a qualidade da comunicação.

Coerência
Primeiro, comunicar-se mais simplesmente significa comunicar-se mais honestamente – é a ligação entre a nossa experiência interior e a nossa expressão exterior. A integridade, a autenticidade e a honestidade encorajam o desenvolvimento da confiança. A presença destas proporciona uma base para a cooperação, mesmo quando existem divergências. Através da cooperação, se estabelecem os fundamentos de uma vida de ajuda mútua. A simplicidade na comunicação, portanto, é vital para a criação de um futuro sustentável.

Relevância
Em segundo lugar, a simplicidade na comunicação envolve o fato de deixarmos de lado conversas inúteis. As conversas supérfluas podem assumir várias formas: tagarelice desatenta sobre pessoas e lugares que têm pouca relevância para o que está acontecendo no momento; citação de nomes, com o objetivo de elevar o próprio status social; uso de uma linguagem desnecessariamente complexa ou demasiado vulgar. Quando simplificamos a comunicação eliminando o que é irrelevante, colocamos naquilo que comunicamos mais importância, dignidade e intenção.

Silêncio
Terceiro, a simplicidade também se manifesta na comunicação que valoriza o silêncio. O sábio indiano Ramana Maharshi diz que o silêncio fala com uma “eloquência incessante.” Quando apreciamos o poder e a eloquência do silêncio, nossas trocas com outras pessoas adquirem mais concentração. A qualidade algumas vezes dolorosa ou incômoda que o silêncio produz em certas situações sociais é, creio, uma medida da disparidade entre nossa fachada social e nosso sentido mais autêntico do eu. Uma vez que nos sintamos à vontade para deixar que o silêncio assuma seu lugar na comunicação, criamos a oportunidade de nos expressar mais completa e autenticamente. A simplicidade no silêncio promove a dignidade, a profundidade e a expressão direta das ideias na comunicação.

Olhar
Em quarto lugar, a simplicidade também é expressa na comunicação por meio de um contato visual maior com as outras pessoas. Como os olhos têm sido chamados de espelho da alma, não é de surpreender que um contato mais direto dos olhos tenda a produzir uma comunicação em que se sente a presença da alma. Isso não significa forçar os outros com um olhar fixo, duro e exigente; ao contrário, podemos nos aproximar de nossos semelhantes com “olhos gentis”, delicados e acolhedores. Quando “vemos” outra pessoa diretamente, em geral ocorre um lampejo mútuo de reconhecimento. Emerson dizia como a pobreza, a riqueza, o status, o poder e o sexo são todos formas cujos véus caem diante do conhecimento dos olhos. O que é visto vai além de todas essas formas e rótulos, revelando a verdadeira essência daquilo que somos. 

Foto: Parque Ecológico Visão Futuro
Toque
Quinto, a simplicidade também pode ser exteriorizada na comunicação como uma maior abertura a um contato físico não-sexual. O abraço e o toque livres da manipulação sexual disfarçada são uma poderosa forma de comunicação integral e direta com os outros. Estudos mostraram que existe uma forte relação entre a aceitação do contato físico e uma tendência para a delicadeza de sentimentos. Para que aprendamos a viver juntos, como família global, temos também que aprender a nos tocar com menos violência física e psicológica.
  
Próximo post: “Simplicidade e trabalho”.

*Trechos extraídos do livro Simplicidade Voluntária – de Duane Elgin. Editora Cultrix – 1993.

domingo, 1 de abril de 2012

A natureza da simplicidade* (Simplicidade Voluntária - Duane Elgin)

"A simplicidade revela o mestre."
Provérbio oriental


O dicionário define simplicidade como sendo “direta, clara; livre de fingimento ou desonestidade; livre de vaidade, ostentação e exposição indevida; livre de complicações e distrações secundárias”. Quando vivemos mais simplesmente, entramos em contato direto com a vida – em primeira mão e de modo imediato. Então, passamos a precisar de poucas coisas. É quando nos afastamos da participação direta e sincera da vida que o vazio e o tédio se insinuam. Nesse momento, começamos a buscar alguma coisa ou alguém que possa aliviar a insatisfação que nos atormenta. Contudo, essa busca é interminável, no sentido de que somos continuamente arrastados para longe de nós mesmos e das experiências do presente.

Ao mesmo tempo, ansiamos e tememos a proximidade com a vida. Queremos que nosso encontro com as outras pessoas seja genuíno, mas permitimos que o fingimento e a desonestidade permeiem nossos relacionamentos. Buscamos autenticidade no mundo que nos cerca, mas descobrimos que o milagre da nossa existência está coberto por camadas sucessivas de roupas modernas, cosméticos, modas efêmeras, convivências tecnológicas triviais, produtos descartáveis, formalidades burocráticas e outras coisas supérfluas, mas elegantes. Como podemos transpor essas camadas que obscurecem a autenticidade?

Foto: Ecovila Aldeia Arawikay/SC*

À medida que nós gradualmente dominamos a arte de viver, uma simplicidade conscientemente escolhida se manifesta como expressão desse domínio. Ela revela o verdadeiro caráter de nossa vida – como se raspássemos, lixássemos e encerássemos uma peça perfeita de madeira que permaneceu muito tempo oculta sob camadas de tinta. Com o objetivo de analisar em maior profundidade a grande relevância da simplicidade, abordarei sua expressão em três áreas diferentes: consumo, comunicação e trabalho.

Simplicidade e Consumo

A adoção da simplicidade em nossa vida exige que descubramos se aquilo que consumimos promove ou prejudica a nossa existência. Somente quando conseguimos distinguir claramente entre o que precisamos e o que queremos, poderemos começar a reduzir os excessos, encontrando o meio-termo entre esses dois extremos. Ninguém mais poderá alcançar esse equilíbrio para nós. Trata-se de uma tarefa que nós mesmos teremos de realizar. A indicação de uma simplicidade equilibrada é o fato de nossa vida se tornar mais clara, direta, menos falsa e complicada. Nesse momento, somos fortalecidos por nossas circunstâncias materiais e não enfraquecidos, tornando-nos alienados. O excesso em qualquer direção – ter muito ou pouco demais – se constitui num fator de complexidade. Se estivermos totalmente absorvidos pela luta pela subsistência ou, ao contrário, absorvidos na luta para acumular bens, nossa capacidade de participar sincera e entusiasticamente da vida será prejudicada.

Essa abordagem de vida (simples) e de consumo contrasta totalmente com a visão da era industrial, segundo a qual, se aumentamos nosso nível de consumo, aumentaremos nossa felicidade. Contudo, quando equiparamos nossa identidade com aquilo que consumimos – quando nos envolvemos no “consumo que determina a identidade” – passamos a ser possuídos por aquilo que possuímos. Somos consumidos por aquilo que consumimos. Nossa identidade não mais significa uma expressão livre e autêntica de nós mesmos, num determinado momento, mas uma máscara material que criamos com o objetivo de apresentar uma imagem mais atraente aos outros. A grandeza daquilo que somos é comprimida dentro de uma concha de pequenas dimensões. Quando acreditamos na falácia dos anúncios de publicidade, que tentam nos convencer de que “a pessoa é aquilo que consome”, iniciamos uma busca mal dirigida de uma experiência satisfatória de identidade.

Olhamos para além de nós mesmos, para a próxima coisa que nos fará felizes: um carro novo, um novo guarda-roupa, um novo emprego, uma nova casa, e assim por diante. Ao contrário de uma satisfação duradoura, encontramos apenas a gratificação temporária. Depois que essa gratificação inicial desaparece, temos de recomeçar – procurar pela próxima coisa que nos trará bem-estar. Se começássemos a perceber que nossa identidade é muito maior do que qualquer “identidade modelada”, até mesmo pelos mais opulentos níveis de consumo, a força que nos leva a alcançar a “identidade através do consumo” seria fundamentalmente transformada.  

A simplicidade consciente não é a negação de nós mesmos, mas a afirmação da vida. Uma vida simples, adotada voluntariamente, não se constitui em “simplicidade ascética”; ela é, antes, uma simplicidade estética. A terra não tem recursos suficientes ou capacidade de resistência ambiental para permitir que todas as pessoas consumam nos níveis atuais.

Precisamos de formas muito mais eficientes de desenvolvimento – marcadas pela frugalidade e pela integridade ecológica. A produção de alimentos, moradia, transporte, energia, e em diversas outras áreas de nossa vida, terá de ser diferente e criativamente adaptada, para que possamos sustentar o processo de desenvolvimento global no século 21. A simplicidade no viver tem uma enorme importância quando se trata desses desafios.

Próximos posts: “Simplicidade e a comunicação interpessoal” e “Simplicidade e trabalho”.

Trechos extraídos do livro Simplicidade Voluntária – Duane Elgin. Editora Cultrix – 1993.

*Foto: Ecovila Aldeia Arawikay/SC - site: http://www.ecoaldeia.org/

quinta-feira, 22 de março de 2012

Relações em Jogo®

Foto: Relações em Jogo®

"É na brincadeira, no jogo, na atividade menos conflitiva que o homem evidencia também sua liberdade de criação, e talvez toda a experiência cultural de humano seja derivada da brincadeira." Winnicott

quarta-feira, 21 de março de 2012

A liderança numa perspectiva sistêmica


"Não existem problemas isolados; ao contrário,
há um sistema de problemas estreitamente interligados e
interdependentes; e esse sistema exige novas abordagens de vida."
Duane Elgin


O paradigma que rege o mundo do trabalho visa resultados imediatistas e está em crise. Precisa ser repensado, pois está na origem de problemas que vão desde o impacto na saúde física e emocional das pessoas até os desequilíbrios econômicos e ambientais. O cenário cada vez mais complexo exige o desenvolvimento de estratégias baseadas em um novo modelo, mais sistêmico. Não é possível pensar em inovação ou em estratégias arrojadas, se percebemos a realidade sempre de forma fragmentada e continuamos adotando uma lógica linear. Entre os desafios atuais das organizações, está a urgente necessidade de conciliar obtenção de resultados com um ambiente de trabalho mais humano.

O líder precisa obter o máximo desempenho e comprometimento de seu time e, teoricamente, assegurar um bom ambiente de trabalho. Essas duas coisas são incompatíveis? Depende... Muitas vezes os resultados e o comprometimento são obtidos exatamente em função de um ambiente de trabalho estimulante, criativo, espontâneo e cooperativo.

Mas as coisas começam a ser conflitantes quando:

  • Os resultados esperados são tão agressivos e insustentáveis, que geram um altíssimo nível de estresse nas pessoas. A pressão por resultados começa a se converter em pressão nas relações (do líder sobre a equipe e entre os pares/colegas). Existem pressões horizontais e verticais. Isso deteriora as relações, afeta a comunicação e cria um ambiente de trabalho ruim.
  • A estratégia do líder/da empresa é estimular a competição internamente, oferecendo prêmios para que as pessoas se empenhem fortemente para alcançar resultados. O velho modelo “cenoura e chicote”, que parte de uma visão muito limitada do que é motivação. Funciona por um tempo, mas cria rivalidades, desconfiança e comportamentos territoriais. Além da competição externa, do mercado, há o estresse da competição interna. 

O líder é responsável pelos resultados e pela qualidade do ambiente de trabalho. Exatamente por isso ele pode ser um agente de transformação, trazendo uma visão mais integradora desses aspectos.

É preciso pensar que resultados agressivos não são sustentáveis. Agressividade é incompatível com perenidade. O que é melhor? Resultados extraordinários que custam um altíssimo preço do ponto de vista humano ou resultados que são fruto de ações arrojadas, geradas por equipes motivadas e criativas? Veja que é possível ter resultados das duas formas: a primeira opção está baseada numa visão mais imediatista, e a segunda numa abordagem sistêmica e sustentável.

Numa perspectiva sistêmica, o conceito de "resultado" é amplo e considera a qualidade das relações no ambiente de trabalho. Em última instância, é isso que assegura a vitalidade de uma organização, que não é uma máquina, é um sistema vivo. A posição de liderança atinge um novo patamar de responsabilidade e de potencial transformador. Isso exige um conjunto de atributos essenciais para pensar e atuar em ambientes complexos. Linda Booth Sweeney  aponta alguns desses atributos no livro The Systems Thinking:

Pensador sistêmico*

  • Consegue ver o quadro completo. Sua visão ultrapassa a realidade de sua organização e do mercado em que atua.
  • Muda de perspectiva para conseguir ver novos pontos relevantes em sistemas complexos.
  • Procura as interdependências.
  • Observa como os modelos mentais atuam como “geradores de futuro”.
  • Fica atento aos efeitos de longo prazo.
  • Usa visão periférica para identificar causas e efeitos multilaterais.
  • Antecipa cenários e consequências.
  • Identifica padrões presentes no sistema.
  • Foca na estrutura, não no erro ou no sintoma.
  • Sustenta a tensão gerada pelo paradoxo e controvérsia, sem cair na tentação das soluções fáceis e imediatistas.
  • Localiza os entraves e avalia (e dissolve) o atraso ou inércia que podem causar.
  • Observa e atua nos efeitos nocivos gerados pelos comportamentos do tipo “ganhar/perder”, em situações de alta interdependência.
  • Vê o aspecto humano como elemento essencial na funcionalidade do sistema.
* The Systems Thinking  - Linda Booth Sweeney. Chelsea Green Publishing Company - 2010.

Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). Trabalha há vinte anos com desenvolvimento humano em organizações de diferentes setores. Atua principalmente com os temas: visão sistêmica, inteligência coletiva, novos paradigmas, relações humanas no trabalho.  É autora de Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Foi colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar.

Informações sobre workshops:
 (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665 / 
sandra.happiness@terra.com.br / http://br.linkedin.com/in/sandrafelicidade