quinta-feira, 22 de março de 2012

Relações em Jogo®

Foto: Relações em Jogo®

"É na brincadeira, no jogo, na atividade menos conflitiva que o homem evidencia também sua liberdade de criação, e talvez toda a experiência cultural de humano seja derivada da brincadeira." Winnicott

quarta-feira, 21 de março de 2012

A liderança numa perspectiva sistêmica


"Não existem problemas isolados; ao contrário,
há um sistema de problemas estreitamente interligados e
interdependentes; e esse sistema exige novas abordagens de vida."
Duane Elgin


O paradigma que rege o mundo do trabalho visa resultados imediatistas e está em crise. Precisa ser repensado, pois está na origem de problemas que vão desde o impacto na saúde física e emocional das pessoas até os desequilíbrios econômicos e ambientais. O cenário cada vez mais complexo exige o desenvolvimento de estratégias baseadas em um novo modelo, mais sistêmico. Não é possível pensar em inovação ou em estratégias arrojadas, se percebemos a realidade sempre de forma fragmentada e continuamos adotando uma lógica linear. Entre os desafios atuais das organizações, está a urgente necessidade de conciliar obtenção de resultados com um ambiente de trabalho mais humano.

O líder precisa obter o máximo desempenho e comprometimento de seu time e, teoricamente, assegurar um bom ambiente de trabalho. Essas duas coisas são incompatíveis? Depende... Muitas vezes os resultados e o comprometimento são obtidos exatamente em função de um ambiente de trabalho estimulante, criativo, espontâneo e cooperativo.

Mas as coisas começam a ser conflitantes quando:

  • Os resultados esperados são tão agressivos e insustentáveis, que geram um altíssimo nível de estresse nas pessoas. A pressão por resultados começa a se converter em pressão nas relações (do líder sobre a equipe e entre os pares/colegas). Existem pressões horizontais e verticais. Isso deteriora as relações, afeta a comunicação e cria um ambiente de trabalho ruim.
  • A estratégia do líder/da empresa é estimular a competição internamente, oferecendo prêmios para que as pessoas se empenhem fortemente para alcançar resultados. O velho modelo “cenoura e chicote”, que parte de uma visão muito limitada do que é motivação. Funciona por um tempo, mas cria rivalidades, desconfiança e comportamentos territoriais. Além da competição externa, do mercado, há o estresse da competição interna. 

O líder é responsável pelos resultados e pela qualidade do ambiente de trabalho. Exatamente por isso ele pode ser um agente de transformação, trazendo uma visão mais integradora desses aspectos.

É preciso pensar que resultados agressivos não são sustentáveis. Agressividade é incompatível com perenidade. O que é melhor? Resultados extraordinários que custam um altíssimo preço do ponto de vista humano ou resultados que são fruto de ações arrojadas, geradas por equipes motivadas e criativas? Veja que é possível ter resultados das duas formas: a primeira opção está baseada numa visão mais imediatista, e a segunda numa abordagem sistêmica e sustentável.

Numa perspectiva sistêmica, o conceito de "resultado" é amplo e considera a qualidade das relações no ambiente de trabalho. Em última instância, é isso que assegura a vitalidade de uma organização, que não é uma máquina, é um sistema vivo. A posição de liderança atinge um novo patamar de responsabilidade e de potencial transformador. Isso exige um conjunto de atributos essenciais para pensar e atuar em ambientes complexos. Linda Booth Sweeney  aponta alguns desses atributos no livro The Systems Thinking:

Pensador sistêmico*

  • Consegue ver o quadro completo. Sua visão ultrapassa a realidade de sua organização e do mercado em que atua.
  • Muda de perspectiva para conseguir ver novos pontos relevantes em sistemas complexos.
  • Procura as interdependências.
  • Observa como os modelos mentais atuam como “geradores de futuro”.
  • Fica atento aos efeitos de longo prazo.
  • Usa visão periférica para identificar causas e efeitos multilaterais.
  • Antecipa cenários e consequências.
  • Identifica padrões presentes no sistema.
  • Foca na estrutura, não no erro ou no sintoma.
  • Sustenta a tensão gerada pelo paradoxo e controvérsia, sem cair na tentação das soluções fáceis e imediatistas.
  • Localiza os entraves e avalia (e dissolve) o atraso ou inércia que podem causar.
  • Observa e atua nos efeitos nocivos gerados pelos comportamentos do tipo “ganhar/perder”, em situações de alta interdependência.
  • Vê o aspecto humano como elemento essencial na funcionalidade do sistema.
* The Systems Thinking  - Linda Booth Sweeney. Chelsea Green Publishing Company - 2010.

Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). Trabalha há vinte anos com desenvolvimento humano em organizações de diferentes setores. Atua principalmente com os temas: visão sistêmica, inteligência coletiva, novos paradigmas, relações humanas no trabalho.  É autora de Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Foi colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar.

Informações sobre workshops:
 (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665 / 
sandra.happiness@terra.com.br / http://br.linkedin.com/in/sandrafelicidade

sexta-feira, 9 de março de 2012

Workshop: Crise e Mudança

O Jogo da Transformação®
Curitiba – 24/03



Vivemos uma época de grandes mudanças coletivas que nos afetam de forma muito particular. Muitas das nossas certezas e garantias são colocadas em xeque cotidianamente. As mudanças acontecem de forma cada vez mais acelerada e tomam direções imprevisíveis. Os modelos de felicidade e sucesso começam a dar sinais de desgaste. As receitas prontas não se aplicam à nossa realidade. Aparentemente estamos sendo “convocados” a responder de forma original diante de nossos desafios pessoais e profissionais. Mais do que nunca, nossas escolhas requerem autoconhecimento e um nível de responsabilidade mais elevado.

Durante a vida passamos por muitos momentos de crise. Em geral, sinalizam o fim de um ciclo - o esgotamento de um modo de viver. Quando encerramos as possibilidades de aprendizado em uma situação, surge a crise. Então, temos duas opções: permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e alcançar uma perspectiva mais ampla. Nossa escolha depende da capacidade de dar o primeiro passo e construir um caminho -  uma trilha - que nos conduza a essa nova realidade. Esse é o início do processo de mudança.

Neste workshop trabalhamos com as transições/crises individuais, questionando os modelos que orientam nossas escolhas e que estão em colapso. A única referência “segura” é interna e deriva de uma busca que é muito pessoal.

A quem se destina
Pessoas interessadas em promover mudanças pessoais ou profissionais.


Local: Instituto Vale do Sol

Data: 24 de março – 9h às 18h
Facilitadora: Sandra Felicidade Lopes da Silva – Psicóloga CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento de pessoas e grupos em organizações de diferentes setores. Autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® – credenciada pela InnerLinks Associates. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar. http://happinewss.blogspot.com/

Informações e inscrições: (41) 3093-9989 / (41) 9841-4078 / sandra.happiness@terra.com.br