domingo, 1 de dezembro de 2013

Um novo ano e um novo impulso transformador

Workshop

Caminhos para a Mudança

Nazaré Uniluz - 03 a 05 de janeiro de 2014

Quando completamos um ciclo e todas as possibilidades de crescimento e aprendizado foram exploradas, surge um novo impulso transformador.

Ele pode se manifestar de muitas formas e lidamos com isso a partir do nosso nível de consciência e maturidade. Se decidirmos continuar na ilusória zona de conforto, em algum momento isso se converterá em depressão, ansiedade ou outras formas de vazio e sofrimento. Quando estamos vivendo de uma forma que não é (mais) compatível com nossos verdadeiros anseios e valores mais profundos, essa desarmonia não se sustentará sem cobrar um alto preço. 

Mas quando aceitamos o desconforto da mudança de perspectiva, atingimos um novo nível de compreensão e realização, pessoal e profissional. Podemos descobrir que viver de uma forma autêntica abre um novo campo de possibilidades, antes imperceptíveis, muito mais coerentes com nosso propósito.

Para quem está lidando com esse impulso transformador e gostaria de aproveitar o início do novo ano para refletir sobre esse momento e iniciar uma transição, vamos abordar a mudança em quatro dimensões da vida:
  • Propósito de vida 
  • Estilo de vida 
  • Relacionamentos 
  • Profissão/Vocação/Trabalho 

Essa vivência em Nazaré Uniluz integra workshop com jogos cooperativos de tabuleiro*, meditações e partilhas. Além de trabalhar com seu propósito pessoal, o convite é para uma reflexão ampla sobre o paradigma que está emergindo. Novas visões apontam para o ser humano integral, mais autônomo e criativo, que busca formas mais autênticas de viver, trabalhar e se relacionar. Essa autonomia não é incompatível com a visão coletiva e solidária, ao contrário. Na busca pelo desenvolvimento do ser integral, que engloba os níveis físico, emocional, mental e espiritual, o indivíduo estabelece relacionamentos mais consistentes e verdadeiros. Suas parcerias profissionais são éticas, colaborativas e geradoras de valor para todos os envolvidos (ganha-ganha).


A quem se destina

Pessoas interessadas em promover mudanças em diferentes aspectos da vida.


Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que atua há três décadas na vanguarda desse processo e oferece o ambiente ideal para essa experiência. A vivência em Nazaré Uniluz inclui hospedagem em quarto individual e alimentação ovo-lacto-vegetariana.



Participe!!


Informações e inscrições: 

secretaria@nazareuniluz@org.br


Vivência com o Jogo da Transformação e Relações em Jogo

Pensar fora da caixa já não basta.

Seminários para desenvolvimento de líderes 2014
(in company ou imersão em Nazaré Uniluz*)

Transdisciplinaridade e Pensamento Sistêmico: uma experiência fora da caixa
Liderar no Ambiente de Complexidade e Imprevisibilidade

“Como poderia um físico teórico dialogar seriamente com um neurofisiologista, 
um matemático com um poeta, um biólogo com um economista, 
um político com um especialista em informática, 
exceto sobre generalidades mais ou menos banais? 
E no entanto, um verdadeiro líder deveria poder dialogar com todos ao mesmo tempo.” 
Basarab Nicolescu


As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais permeáveis. Vemos engenheiros, sociólogos, designers, administradores e antropólogos trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de atuação originais. 

Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho. A capacidade de trabalhar de forma colaborativa e integrar diferentes saberes é a grande geradora de inovação e valor na atualidade.

Como os líderes estão se preparando para lidar com cenários complexos e com alto nível de imprevisibilidade? Quais são as habilidades necessárias para esse ambiente? Os modelos tradicionais de gestão, baseados no pensamento linear e em estruturas hierárquicas rígidas, continuarão funcionando? A competição e a ideia de escassez são congruentes com as reais necessidades de desenvolvimento das pessoas, das empresas e da sociedade de uma forma ampla?

Pensar fora da caixa já não é suficiente num mundo em transição, que está superando a ideia de "caixa". Liderar nesse ambiente requer ousadia, autoconhecimento, empatia, interdependência, criatividade, comunicação consciente/consistente e capacidade de lidar com ambiguidade e subjetividade. Esse novo perfil de liderança diz respeito muito mais ao desenvolvimento de aspectos humanos do que ao conjunto de competências técnicas ou posição hierárquica.

Objetivos

  • Exercitar habilidades humanas necessárias no papel de líder: empatia, interdependência, comunicação consciente.
  • Discutir os desafios e o propósito da liderança na atualidade.
  • Favorecer a cooperação e o pensamento sistêmico: indivíduo > grupo > organização > mercado > sociedade.
  • Propiciar o ambiente para o pensamento criativo e transdisciplinar. 
Conteúdo

  • Transição de paradigmas: Pensamento cartesiano/industrial > Pensamento sistêmico.
  • Sistemas e subsistemas: indivíduo > grupo/time > organização > mercado > sociedade
  • O papel do líder / Perfil de liderança
  • Autoconhecimento e Responsabilidade
  • A questão do propósito
  • Recursos tangíveis e intangíveis
  • Resultados qualitativos
  • Desenvolvimento humano nas organizações: empatia, interdependência, cooperação, criatividade, comunicação consciente.
  • O colapso do modelo econômico e o surgimento das novas economias “evolutivas”: economia criativa / economia sagrada / economia solidária.

A quem se destina

Líderes, gestores, profissionais de RH, educadores e demais profissionais genuinamente interessados no desenvolvimento e valorização do potencial humano nas organizações.

Local

*Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano e oferece o ambiente ideal para essa experiência fora da caixa. O seminário é oferecido como imersão e inclui hospedagem em quarto individual, alimentação ovo-lacto-vegetariana e meditações.



Solicite informações sobre seminários in company ou seminário em imersão para grupos fechados em Nazaré Uniluz. 

Facilitadora:
Sandra Felicidade - psicóloga com atuação nos campos da psicologia clínica, social, ambiental e do trabalho. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento humano em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: relações humanas no trabalho, processos de mudança, pensamento sistêmico e inteligência coletiva. Autora do Relações em Jogo®. Facilitadora do Jogo da Transformação® – versão avançada - credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Focalizadora de seminários e workshops em Nazaré Uniluz e na Unipaz. Palestrante e facilitadora em eventos TEDx e Amcham. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Foi colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar - na área de desastres. Trabalhou durante dez anos na área de marketing corporativo da 3M do Brasil.
Contatos: (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665 / sandra.happiness@terra.com.br / sfelicidade.psi@gmail.com

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Verdadeira Segurança


A verdadeira segurança só chega a partir do conforto com a insegurança, com o desconhecido, com o mistério. Se estamos confortáveis com o fluxo das coisas, se estamos confortáveis estando inseguros, então essa é a maior segurança, porque nada pode derrubar nosso equilíbrio. 

Enquanto tentamos solidificar, interromper o fluxo da água, criar uma barragem, manter as coisas do jeito que elas estão apenas porque isso nos faz sentir seguros e protegidos, estamos em apuros. Essa atitude vai exatamente contra todo o fluxo da vida.

Tenzin Palmo

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Amanhã será tarde demais

O Manifesto da Transdisciplinaridade
Basarab Nicolescu

Quando nossa visão de mundo muda, o mundo muda.



Duas verdadeiras revoluções atravessaram o século XX: a revolução quântica e a  revolução tecnológica.





A revolução quântica poderia mudar radical e definitivamente nossa visão de mundo. E, no entanto, desde o começo do século XX (quase) nada aconteceu. Os massacres dos homens pelos homens aumentam sem cessar. A antiga visão (cartesiana) continua senhora deste mundo. De onde vem esta cegueira? De onde vem este desejo perpétuo de fazer o novo com o antigo? A novidade irredutível da visão quântica continua pertencendo a uma pequena elite de cientistas de ponta. A dificuldade de transmissão de uma nova linguagem hermética é, sem dúvida, um obstáculo considerável; porém não intransponível. 

A revolução tecnológica, que se desenrola diante de nossos olhos maravilhados e inquietos, poderia levar a uma grande liberação do tempo, a ser assim consagrado à vida e não, como para a maioria dos seres, à sobrevivência. Ela poderia levar a uma partilha de conhecimentos entre todos os humanos, prelúdio de uma riqueza planetária compartilhada. Mas aí também nada acontece. A visão de negócios apressa-se em colonizar o espaço cibernético e profetas incontáveis nos falam dos perigos iminentes.

O crescimento contemporâneo dos saberes não tem precedentes na história humana. Exploramos escalas inimagináveis até pouco tempo: do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, do infinitamente curto ao infinitamente longo. Como se explica que quanto mais sabemos do que somos feitos, menos compreendemos quem somos? Como se explica que a proliferação acelerada das disciplinas torne cada vez mais ilusória toda unidade do conhecimento?

Alguns dirão que a humanidade sempre esteve em crise e que sempre encontrou meios para sair dela. Esta afirmação já foi verdadeira. Hoje é uma mentira, pois pela primeira vez na história a humanidade tem a possibilidade de destruir a si mesma inteiramente, sem possibilidade de retorno. Esta destruição potencial de nossa espécie tem uma tripla dimensão: material, biológica e espiritual.

As armas nucleares acumuladas na superfície de nosso planeta podem destruí-lo completamente várias vezes. Ontem as armas eram guardadas por algumas potências; hoje passeia-se com suas peças desmontadas debaixo do braço, de um lado para outro do planeta. De onde vem a loucura humana e sua misteriosa e imensa capacidade de esquecer?

Pela primeira vez na história, o ser humano pode modificar o patrimônio genético de nossa espécie. Na falta de uma nova visão de mundo, deixar o barco correr equivale a uma autodestruição biológica potencial. Não avançamos nem um milímetro no que diz respeito às grandes questões metafísicas, mas nos permitimos intervir nas entranhas de nosso ser biológico. Em nome do quê?

Sentados em nossa cadeira, podemos viajar à velocidade da luz. O tamanho da Terra reduz-se progressivamente. Podemos criar uma realidade virtual, aparentemente mais verdadeira que a realidade dos nossos órgãos dos sentidos. Nasceu assim, imperceptivelmente, um instrumento de manipulação das consciências em escala planetária. Em mãos "erradas" este instrumento pode levar à destruição espiritual de nossa espécie. 

Esta tripla destruição potencial (material, biológica e espiritual) é produto de uma tecnociência cega mas triunfante, que só obedece à lógica da eficácia pela eficácia. Mas como pedir a um cego que enxergue?

Paradoxalmente, tudo está estabelecido para nossa autodestruição, mas tudo também está estabelecido para uma mutação positiva comparável às grandes reviravoltas da História. O desafio da autodestruição tem sua contrapartida na esperança do autonascimento. O desafio planetário da morte tem sua contrapartida numa consciência visionária, transpessoal e planetária, que se alimenta do crescimento fabuloso do saber. Não sabemos para que lado penderá a balança. Por isto é necessário agir com rapidez, agora. Pois amanhã será tarde demais. 

Extraído do livro O Manifesto da Transdisciplinaridade - Basarab Nicolescu. Triom.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Tome uma atitude Moldável*


Ser moldável é ser como a água que, sem medo e sem culpa, pode ocupar os espaços que estão disponíveis no momento presente. A água se adapta e flui preenchendo espaços que se tornam abertos, com docilidade, sem insistência, seguindo as leis básicas da vida. 

Penetrando, purificando, nutrindo, a atitude moldável nos conecta com os princípios de fluidez e nos torna conscientes da necessidade de deixar fluir, de deixar mudar, porém sem perder o contato com a nossa qualidade essencial.



Sugestões práticas para uma atitude Moldável:
  • Esteja atento ao movimento e ao ritmo do que acontece na sua vida. Conecte-se com o observador interno e deixe que as coisas fluam no ritmo certo.
  • Pratique a docilidade. À menor resistência, não insista; faça como a água: contorne a pedra.
  • Veja como anda o peso dos ombros e alivie a tensão no maxilar. Quando as coisas não fluem como a gente quer, é porque há alguma coisa importante a ser percebida.
  • Flexibilize suas crenças. Algo em que acreditamos hoje pode não ser necessário amanhã.

*Extraído do Livro das Atitudes, de Sônia Café (págs.109 e 110). Ed. Pensamento.

domingo, 6 de outubro de 2013

Não precisamos mais dos seus serviços

Qual é o preço que se paga por colocar a carreira no centro da vida? O filme "Amor sem escalas" explora os encantos e desencantos do mundo do trabalho e aborda essa questão. Ryan Bingham, interpretado brilhantemente por George Clooney, é um executivo de uma grande consultoria de recursos humanos. Seu trabalho consiste em assessorar grandes corporações na tarefa de demitir funcionários, os tais recursos humanos… "Missão” que ele cumpre com eficácia e satisfação, já que envolve uma rotina com viagens, hotéis, restaurantes, aeroportos, milhas… Enfim, o kit glamour completo.


O filme mostra o fascínio do mundo corporativo, o poder que ele empresta enquanto fazemos parte dele e a fragilidade a que estamos sujeitos quando a empresa decide: “Não precisamos mais dos seus serviços”. Cada personagem retrata um estágio no ciclo da vida corporativa e, para quem se interessa em assistir o filme com um olhar mais cuidadoso, surgem algumas questões para refletir: Que lugar a carreira ocupa na minha vida? Quanto minha identidade está vinculada à organização em que trabalho? Que preço que estou pagando nas outras dimensões da vida?


As expressões “vida profissional” e “vida pessoal” – tão usadas hoje em dia - levam a um autoengano. Quantas vidas nós temos? Uma pessoa que trabalha 14, 16 horas por dia só consegue ter uma vida, a profissional. Ela decide fazer da carreira o centro da vida. Os outros aspectos são periféricos e se ajustam em função dos objetivos profissionais. Não é uma questão de certo ou errado, é uma questão de escolha. O importante é saber o que há por trás dessa escolha e pra onde ela vai te levar.

A fase da vida na qual muitos investem intensamente na carreira é também a fase de consolidação de outros aspectos essenciais no desenvolvimento do ser humano. Além do autoconhecimento, frequentemente negligenciado, vínculos afetivos importantes se desenvolvem (ou não) na mesma fase em que a carreira está bombando. A má notícia é que a carreira não vai “bombar” a vida inteira. Se existe um universo no qual a obsolescência humana é certa, esse universo é o corporativo. Sempre aparece um chato com um MBA a mais e que fala mandarim. E, pior ainda, com a pilha novinha e crente que vai virar o CEO e ganhar o primeiro milhão antes dos 30, como prometem as revistas do mundo business.

Quando a carreira começa a entrar em declínio, só resta uma coisa a fazer: voltar para a “vida pessoal”. Difícil é descobrir que não há muita coisa por lá. Se não houve equilíbrio e investimento em outras dimensões da vida, não vai ter muita gente esperando quando voltarmos. Não há como curtir a infância dos filhos crescidos, nem como desfrutar de amizades que não foram cultivadas. A gente corre o risco de ouvir dessas pessoas o “não precisamos mais dos seus serviços” que tanto evitamos. A vida que fica é a vida na qual investimos. O perigo é que, assim como na vida de Ryan, haja pouca coisa para celebrar, além das milhas acumuladas.


Texto: Sandra Felicidade - Psicóloga; atua como consultora, coach e psicoterapeuta de base sistêmica e analítica. É autora de Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates.

Contatos:

Trailer e foto: Up in the air (Amor sem escalas). Direção: Jason Reitman

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mudança de Mind Set: Profissional Transdisciplinar


As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais permeáveis. Vemos engenheiros, sociólogos, designers, administradores e antropólogos trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de saber originais. Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho. A capacidade de trabalhar de forma colaborativa e integrar diferentes saberes é a grande geradora de inovação e valor na atualidade.

Como os líderes estão se preparando para lidar com cenários complexos e incertos? Em setembro: Transdisciplinaridade, pensamento sistêmico e cooperação - com os jovens líderes do comitê estratégico Young Business Affairs da Amcham.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Novas formas de viver

Workshop 
Caminhos para a Mudança
Nazaré Uniluz
Focalizadora: Sandra Felicidade
11 a 13/10

Para quem está lidando com mudanças e repensando o modo de vida massificante, que se resume em produzir, competir, ter sucesso e consumir, vamos abordar a mudança em quadro dimensões da vida:
.Propósito de vida
.Estilo de vida
.Relacionamentos
.Profissão/Vocação/Trabalho


Essa vivência em Nazaré Uniluz integra workshop com jogos cooperativos de tabuleiro, meditações e partilhas. Além do propósito pessoal, o convite é para uma reflexão ampla sobre o paradigma que está emergindo. Novas visões apontam para um indivíduo mais autônomo e criativo, que busca formas mais autênticas de viver, trabalhar e se relacionar. Essa autonomia não é incompatível com a visão coletiva e solidária, ao contrário: indivíduos autônomos buscam relacionamentos mais consistentes e verdadeiros, e parcerias profissionais colaborativas e geradoras de valor para todos os envolvidos (ganha-ganha). 



Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que atua há três décadas na vanguarda desse processo e oferece o ambiente ideal para essa experiência. Participe!!

Informações e inscrições: 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Tempo de Mudança

*

Durante a vida passamos por muitos momentos de crise. Em geral, sinalizam o fim de um ciclo - o esgotamento de um modo de viver. Quando encerramos as possibilidades de aprendizado em uma situação, surge a crise. Então, temos duas opções: permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e alcançar uma perspectiva mais ampla. Nossa escolha depende da capacidade de dar o primeiro passo e construir um caminho - uma trilha - que nos conduza a essa nova realidade. Esse é o início do processo de mudança.

Sempre ouço as pessoas dizerem que a resistência à mudança vem do medo do desconhecido. Naturalmente, pensamos no “desconhecido” como um conjunto de circunstâncias desconhecidas que precisaremos aprender a lidar, quando tudo já era tão familiar. A familiaridade dá um senso de identidade e até mesmo de propósito, que podem ser verdadeiros ou não – ou não mais. Quem já passou por mudanças importantes sabe que o grande desconhecido que encontramos pelo caminho somos nós mesmos. As mudanças significativas envolvem desconstrução, perda, expectativa, entusiasmo, incerteza, resiliência, curiosidade, dor, frustração, reconstrução, fé. Ninguém passa por um turbilhão desses sem uma transformação pessoal profunda.
Nossa autoimagem está apoiada nas coisas que conquistamos, nos papéis que desempenhamos, nos nossos relacionamentos. A mudança, voluntária ou involuntária, é uma perda dessas referências. Nosso senso de identidade é frágil - está apoiado em coisas que são externas e impermanentes. Essas coisas dizem ao mundo - e a nós mesmos - quem nós somos. Só que isso tem um bom tanto de ilusão e as grandes mudanças produzem um confronto inevitável.
Com Sara Marriott e Thereza Carlota - Nazaré/1998.
Há muitos anos ouvi a escritora americana Sara Marriott contar um sonho que teve quando foi convidada a vir morar no Brasil. Na época ela tinha 75 anos e morava em Findhorn - na Escócia. Ela dizia que todos os fatores externos indicavam que a ideia era absurda. A idade avançada, a saúde frágil, o idioma estranho – tudo dizia que não era prudente aceitar o convite. Mas o propósito de sua longa permanência em Findhorn já estava concluído e o próximo passo de seu “propósito maior” envolvia o Brasil. No conflito gerado pela perspectiva da mudança ela teve um sonho muito significativo.
Ela precisava subir uma escadaria sobre um abismo imenso e tudo era muito escuro. Ela não enxergava nem mesmo os degraus e não sabia como conseguiria chegar até o outro lado. De repente, intuiu que deveria dar um passo. Quando deu o primeiro passo o degrau seguinte apareceu. Deu mais um passo e o seguinte apareceu. E assim foi até que atravessou o abismo e chegou ao outro lado. O sonho trouxe um grande insight para o seu dilema. Ela não conseguia visualizar o caminho completo porque ele ainda não existia. A "ponte" foi construída através dos passos que ela deu. Enquanto dava os passos para a vinda ao Brasil, ela foi estruturando uma “nova” Sara. Certamente, uma desconhecida.

Acredito que esse é o grande desafio da mudança. Não são as circunstâncias desconhecidas que nos assustam. O projeto mais desafiador é a construção de uma nova pessoa. Nós sempre estamos preparados para lidar com a situação nova. Mas nunca sabemos quem é a pessoa que vamos encontrar do outro lado da ponte. Esse é o verdadeiro desconhecido, que será forjado no caminho.




"... para nós, não tem fim o chamado da vida.

Saúda, pois, e despede-te, coração!"

Hermann Hesse - Andares




Campus Nazaré Uniluz

*Ilustrações: Cartas dos Anjos® - InnerLinks Associates

domingo, 21 de julho de 2013

Quem é seu amigo no Facebook?



Esse Mark Zuckerberg é mesmo um cara bem intencionado ou, no mínimo, com ótimo senso de humor. Ele consegue chamar de amigo um leque enorme de pessoas. Amigo pode ser alguém que aceitou o seu convite ou que te convidou, mas que passa por você na empresa, na rua, no shopping, no condomínio e faz um malabarismo enorme pra não te cumprimentar. Talvez tenha medo que você pendure no pescoço dele e peça um autógrafo.


Amigo pode ser alguém que jamais vai dar um “curtir” em qualquer coisa que você escreva, nem mesmo se for o seu comentário num post dele. Nem mesmo nos “parabéns” que você enviou sinceramente no dia do aniversário dele. Ou seja, o dedo dele pode cair duro, mas ele não vai “curtir” você, esqueça.


Amigo pode ser alguém que te adicionou ou te aceitou, mas para que você aumente a fila dos que curtem as coisas que ele "compartilha". Ele mesmo não prestigia ninguém, não curte ninguém. Não busca a interação, a troca. Está ali mais pela plateia. Dá pra curtir um cara desses? Acredite, para Zuckerberg, esse cara é seu amigo.


Mas os mais conservadores podem ficar tranquilos. Amigo no Facebook também é aquela pessoa que participa da sua vida, estando ou não perto fisicamente. Dá sempre um jeito de te lembrar que está ali. Aprecia você e fica feliz que exista o mundo virtual que supera todas as distâncias. Diante da falta de tempo para o café e o papo ao vivo, o “curtir” é um afago, um beijo do amigo.


Existe outra categoria que é bem pós-moderna em termos de amizade. É o amigo virtual. É a pessoa que você não conhece no mundo real. Foi uma amizade possível graças ao mundo virtual. É aquele amigo improvável no mundo físico, por uma série de razões, principalmente geográficas. Mas é um presente! 


Veja você, para Mark Zuckerberg todo esse povo é seu amigo. Curtiu?


Pois é, vivemos num tempo em que curtir e compartilhar têm muitos e questionáveis significados. Mas, por força da profissão e também por teimosia, continuo tendo fé nas pessoas, nas relações e nessa pluralidade de formas em que se manifesta esse ser chamado amigo.

Sandra Felicidade

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Coaching Sistêmico com o Jogo da Transformação

Os desafios de hoje não podem ser resolvidos
pelo mesmo nível de consciência que os criou. 
Albert Einstein

Já imaginou como seria reveladora a oportunidade de percorrer o caminho que leva à realização de seu propósito através de um sofisticado jogo de tabuleiro? E se fosse possível fazer escolhas e experimentar diferentes possibilidades num ambiente protegido? Esta é a experiência que o Jogo da Transformação® proporciona.

O jogo captura a essência do processo de mudança em toda sua complexidade e sutileza. Parte da visão integral do ser humano que considera o nível físico, emocional, mental e espiritual. Por isso, o coaching com o jogo envolve um trabalho profundo de autoconhecimento e transformação pessoal, e não a simples obtenção de resultados. A sincronicidade do jogo revela como o sistema de crenças cria realidades. Portanto ele atua na mudança de percepção e não apenas de comportamento.



É um jogo inteligente e criativo que permite: 
  • Lidar com momentos de transição pessoal ou profissional.
  • Desenvolver habilidades de liderança.
  • Aprimorar a capacidade de se comunicar com efetividade e consciência.
  • Identificar os atributos necessários para lidar com novos cenários.
  • Explorar novos níveis de resposta e solução para desafios e conflitos.
  • Ativar recursos para superar bloqueios e padrões geradores de estresse.
  • Estimular a criatividade e a capacidade reflexiva.

Como acontece

O coaching sistêmico começa com uma vivência individual com o Jogo da Transformação, com duração de 4 horas, seguida de sessões de acompanhamento.
         

Origem

O Jogo da Transformação® foi criado na década de 1970, em Findhorn - Escócia. Considerada modelo de desenvolvimento sustentável pelas Nações Unidas, atua e propõe novos paradigmas nas áreas de economia, meio ambiente, política, educação, desenvolvimento pessoal e relações humanas. Findhorn recebe anualmente milhares de pessoas do mundo inteiro para participar de suas atividades. O Jogo da Transformação é uma das principais vivências lá realizadas. http://www.findhorn.org/


Facilitadora e Coach

Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). Facilitadora do Jogo da Transformação® credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Contato: (41) 9699-2665 / sandra.happiness@terra.com.br / sfelicidade.psi@gmail.com

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma vida mais consciente

"Em vez de abandonar o mundo, as pessoas que optam por uma vida de simplicidade consciente são pioneiras de um novo processo de civilização." 
Duane Elgin


O caminho de volta 
Texto de Téta Barbosa*
Jornalista e publicitária


Foto: Página EcoCasa Portuguesa - Facebook
Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.


Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
__________

*Compartilhado no Facebook. 

sábado, 15 de junho de 2013

Novos paradigmas no mundo do trabalho



As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais flexíveis. Cada vez mais, vemos engenheiros, sociólogos, designers, administradores e antropólogos trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de saber originais. Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho. A capacidade de trabalhar de forma colaborativa e integrar diferentes saberes é a grande geradora de inovação e valor na atualidade.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Workshop: Caminhos para a Mudança

Workshop em Nazaré Uniluz
28 a 30/06


"A obrigação de ganhar dinheiro, a situação do mercado de trabalho, oportunidades perdidas ou simplesmente a 'seriedade da vida' - tudo isso atrapalha a realização de seu sonho por uma vida melhor. 'Pois é, se eu pudesse escolher...' Mas se você for bem sincero consigo mesmo, então reconhecerá: você escolheu assim! A situação em que você se encontra, não importa em qual direção, foi uma opção sua. Ao admitir essa ideia, você decidirá a liberdade ou a servidão de sua vida e, por consequência, sua felicidade ou infelicidade. Talvez você se pergunte o que isso tem a ver com a liberdade da sua vida; pois bem, ao reconhecer que sua situação pessoal e profissional foi por livre escolha, também a mudança dessa situação pode acontecer a qualquer momento!" 
Reinhard K. Sprenger
Toda mudança começa em você*


Quando encerramos as possibilidades de crescimento e aprendizado em uma situação, temos duas opções: permanecer na zona de conforto ou aceitar o desconforto que nos impulsiona a crescer e atingir uma nova perspectiva. Nossa escolha depende da capacidade de dar o "salto de fé" e construir um caminho que nos conduza a uma nova realidade. 

A quem se destina
Pessoas interessadas em promover mudanças em diferentes aspectos da vida:
Carreira/profissão/vocação, relacionamentos, estilo de vida, propósito de vida.


Como acontece

A vivência em Nazaré Uniluz integra: workshop com jogos cooperativos de tabuleiro*, meditações e partilhas. Início na sexta à noite e encerramento no domingo após o almoço.

*Relações em Jogo® / O Jogo da Transformação®


Facilitadora
Sandra Felicidade Lopes da Silva - Psicóloga (CRP 08/12815). Consultora, coach e psicoterapeuta. Autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela Innerlinks. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de psicologia e sociologia. Blogueira e palestrante. Trabalha com desenvolvimento de pessoas há mais de vinte anos. Atua em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: pensamento sistêmico, inteligência coletiva/colaborativa, processos de mudança e relações humanas.

Investimento
R$ 520,00 (inclui vivência, alimentação completa e hospedagem em quarto individual)


Inscrições:
Nazaré Uniluz - secretaria
Unidade de Gestão Executiva
(11) 4597-7103 e secretaria@nazareuniluz.org.br

*trecho do livro Toda mudança começa em você - Reinhard K. Sprenger - Editora Fundamento

domingo, 2 de junho de 2013

Transdisciplinaridade e Cooperação




O mundo do trabalho está mudando rapidamente e expandindo possibilidades. Novas profissões surgem para atender a novas demandas do mercado e da sociedade. As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais flexíveis. Cada vez mais, vemos engenheiros, sociólogos, designers, administradores e antropólogos trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de saber originais. Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho. A capacidade de trabalhar de forma colaborativa e integrar diferentes saberes é a grande geradora de inovação e valor na atualidade.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva

Desenvolvimento Humano nas Organizações
Pensamento Sistêmico e Inteligência Coletiva
com jogos cooperativos de tabuleiro

Uma época de desafios complexos e com alto nível de imprevisibilidade exige a capacidade de pensar de forma sistêmica. Quando estamos buscando soluções, precisamos considerar o cenário completo, os elementos que estão presentes e como eles se relacionam.  Assim como acontece num jogo de tabuleiro, os movimentos que fazemos têm desdobramentos e modificam continuamente as condições de jogo.

Mais do que simples entretenimento, os jogos de tabuleiro podem ser valiosos instrumentos de aprendizado e transformação - principalmente se aplicados em contextos que envolvem pessoas interessadas em cooperar na construção de novos modelos de organização, de sociedade e de relações humanas.

Relações em Jogo®
Sentar ao redor de um tabuleiro ativa forças grupais tão primitivas quanto sentar ao redor de uma fogueira. Começa pelo simples “sentar em círculo”, que significa: estamos em posição de igualdade. Somos convocados de uma forma ancestral - e isso não é brincadeira, é muito sério. O círculo ativa imediatamente o sentimento de pertencimento. Ele é inclusivo e igualitário.

A origem dos jogos de tabuleiro é bastante incerta, mas há registros de jogos em diferentes civilizações. O escritor Nigel Pennick pesquisou o paralelismo entre os jogos de tabuleiro e o funcionamento das cidades, em diferentes culturas. Os jogos sempre foram usados como representação da organização geográfica e social de um povo.

O que faz do jogo de tabuleiro um instrumento tão rico para o trabalho com pessoas? Primeiramente, o tabuleiro é colocado como um elemento central, para onde as atenções convergem. Ele permite ver o cenário completo. Todos os elementos estão ali representados e é possível entender como eles se relacionam. Ou seja, ele dá uma visão sistêmica. É possível ver os desafios do caminho e os recursos para superá-los.  A trilha – elemento essencial no tabuleiro – é uma metáfora do caminho a percorrer. Ela simboliza a jornada para atingir um determinado propósito.

O caráter lúdico da experiência permite abordar temas desafiadores e delicados de forma confortável, preservando os participantes e evitando confrontos improdutivos e desgastantes. As resistências do grupo diminuem muito quando se tem um elemento lúdico como mediador da vivência. O ganho em termos de qualidade na comunicação é imenso. O jogo é um simulador que permite aos participantes o exercício de novas possibilidades, num contexto protegido. Não há risco no jogo. Ele é muito efetivo no desenvolvimento de habilidades duradouras, que resultam em transformações significativas na comunicação e nas relações interpessoais no trabalho. Isso porque ele atua muito profundamente na mudança de percepção das pessoas.

A competição não tem sentido num contexto onde não há escassez. A liderança não é troféu. É um equívoco pensar que a única coisa que motiva as pessoas é a competição e algum tipo de troféu. As pessoas são mais interessantes do que isso. 

A liderança existe, mas não está restrita a uma pessoa. A liderança é um princípio, não uma pessoa - é a liderança circular. Dessa forma, não há razão para comparar desempenhos, na disputa pelo escasso posto de líder. A competição não tem sentido num contexto onde não há escassez. A liderança não é troféu. É um equívoco pensar que a única coisa que motiva as pessoas é a competição e algum tipo de troféu. As pessoas são mais interessantes do que isso. Então, o que move as pessoas quando elas deixam de se preocupar com as comparações e disputas por conquistas individuais e de curto prazo? Outras motivações mais sofisticadas começam a surgir. Curiosamente, todos começam a dar o seu melhor. As pessoas começam a acionar outros recursos e saltam para outro patamar, como grupo.

Utilizar jogos de tabuleiro no desenvolvimento de grupos de trabalho é um negócio ousado. Paradoxalmente, é ousado exatamente pela simplicidade. Há uma saturação de recursos sofisticados e tecnologias que desviam o foco do que devia ser o ponto principal: as pessoas. A proposta de trabalhar com um instrumento “rudimentar” como um jogo de tabuleiro permite a expressão do que há de mais criativo e espontâneo nas pessoas. É uma brincadeira.

Cria-se um ambiente muito simples com os recursos essenciais. Dessa forma, o foco é colocado nas pessoas e nas relações. Liberadas das preocupações com disputas, as pessoas ingressam num outro nível de comunicação e criatividade. Elas têm a oportunidade de refletir sobre desafios comuns. Podem compartilhar experiências e percepções. Criam um espaço no qual todas são ouvidas. Caminham pelo tabuleiro juntas e percebem que podem construir e trilhar uma verdadeira jornada de transformação. Definitivamente, isso é muito ousado.


Sandra Felicidade 
Consultora e Coach 
Facilitadora de Processos de Mudança

Os jogos cooperativos de tabuleiro são aplicáveis em diferentes contextos, com temas personalizados e diferentes níveis de complexidade e profundidade, dependendo do perfil e propósito do grupo. Informações sobre workshops: sfelicidade.psi@gmail.com / (41) 3503-6698 ou (41) 9699-2665