domingo, 21 de julho de 2013

Quem é seu amigo no Facebook?



Esse Mark Zuckerberg é mesmo um cara bem intencionado ou, no mínimo, com ótimo senso de humor. Ele consegue chamar de amigo um leque enorme de pessoas. Amigo pode ser alguém que aceitou o seu convite ou que te convidou, mas que passa por você na empresa, na rua, no shopping, no condomínio e faz um malabarismo enorme pra não te cumprimentar. Talvez tenha medo que você pendure no pescoço dele e peça um autógrafo.


Amigo pode ser alguém que jamais vai dar um “curtir” em qualquer coisa que você escreva, nem mesmo se for o seu comentário num post dele. Nem mesmo nos “parabéns” que você enviou sinceramente no dia do aniversário dele. Ou seja, o dedo dele pode cair duro, mas ele não vai “curtir” você, esqueça.


Amigo pode ser alguém que te adicionou ou te aceitou, mas para que você aumente a fila dos que curtem as coisas que ele "compartilha". Ele mesmo não prestigia ninguém, não curte ninguém. Não busca a interação, a troca. Está ali mais pela plateia. Dá pra curtir um cara desses? Acredite, para Zuckerberg, esse cara é seu amigo.


Mas os mais conservadores podem ficar tranquilos. Amigo no Facebook também é aquela pessoa que participa da sua vida, estando ou não perto fisicamente. Dá sempre um jeito de te lembrar que está ali. Aprecia você e fica feliz que exista o mundo virtual que supera todas as distâncias. Diante da falta de tempo para o café e o papo ao vivo, o “curtir” é um afago, um beijo do amigo.


Existe outra categoria que é bem pós-moderna em termos de amizade. É o amigo virtual. É a pessoa que você não conhece no mundo real. Foi uma amizade possível graças ao mundo virtual. É aquele amigo improvável no mundo físico, por uma série de razões, principalmente geográficas. Mas é um presente! 


Veja você, para Mark Zuckerberg todo esse povo é seu amigo. Curtiu?


Pois é, vivemos num tempo em que curtir e compartilhar têm muitos e questionáveis significados. Mas, por força da profissão e também por teimosia, continuo tendo fé nas pessoas, nas relações e nessa pluralidade de formas em que se manifesta esse ser chamado amigo.

Sandra Felicidade

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Coaching Sistêmico com o Jogo da Transformação

Os desafios de hoje não podem ser resolvidos
pelo mesmo nível de consciência que os criou. 
Albert Einstein

Já imaginou como seria reveladora a oportunidade de percorrer o caminho que leva à realização de seu propósito através de um sofisticado jogo de tabuleiro? E se fosse possível fazer escolhas e experimentar diferentes possibilidades num ambiente protegido? Esta é a experiência que o Jogo da Transformação® proporciona.

O jogo captura a essência do processo de mudança em toda sua complexidade e sutileza. Parte da visão integral do ser humano que considera o nível físico, emocional, mental e espiritual. Por isso, o coaching com o jogo envolve um trabalho profundo de autoconhecimento e transformação pessoal, e não a simples obtenção de resultados. A sincronicidade do jogo revela como o sistema de crenças cria realidades. Portanto ele atua na mudança de percepção e não apenas de comportamento.



É um jogo inteligente e criativo que permite: 
  • Lidar com momentos de transição pessoal ou profissional.
  • Desenvolver habilidades de liderança.
  • Aprimorar a capacidade de se comunicar com efetividade e consciência.
  • Identificar os atributos necessários para lidar com novos cenários.
  • Explorar novos níveis de resposta e solução para desafios e conflitos.
  • Ativar recursos para superar bloqueios e padrões geradores de estresse.
  • Estimular a criatividade e a capacidade reflexiva.

Como acontece

O coaching sistêmico começa com uma vivência individual com o Jogo da Transformação, com duração de 4 horas, seguida de sessões de acompanhamento.
         

Origem

O Jogo da Transformação® foi criado na década de 1970, em Findhorn - Escócia. Considerada modelo de desenvolvimento sustentável pelas Nações Unidas, atua e propõe novos paradigmas nas áreas de economia, meio ambiente, política, educação, desenvolvimento pessoal e relações humanas. Findhorn recebe anualmente milhares de pessoas do mundo inteiro para participar de suas atividades. O Jogo da Transformação é uma das principais vivências lá realizadas. http://www.findhorn.org/


Facilitadora e Coach

Sandra Felicidade - Psicóloga - CRP 08/12815. Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). Facilitadora do Jogo da Transformação® credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Contato: (41) 9699-2665 / sandra.happiness@terra.com.br / sfelicidade.psi@gmail.com

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma vida mais consciente

"Em vez de abandonar o mundo, as pessoas que optam por uma vida de simplicidade consciente são pioneiras de um novo processo de civilização." 
Duane Elgin


O caminho de volta 
Texto de Téta Barbosa*
Jornalista e publicitária


Foto: Página EcoCasa Portuguesa - Facebook
Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.


Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
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*Compartilhado no Facebook.