quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Liderar a partir do futuro que emerge

Um sopro de vida num sistema agonizante*


Finanças. Alimentos. Combustíveis. Escassez de água. Escassez de recursos. Caos climático. Bilhões de pessoas vivendo na pobreza. Migração em massa. Fundamentalismo. Terrorismo. Oligarquias financeiras. Entramos na Era da Desestabilização. Por outro lado, a possibilidade de uma profunda renovação pessoal, social e global nunca foi mais concreta. A hora é agora.


Este nosso momento de desestabilização implica morte e renascimento. O que está morrendo é uma antiga civilização e uma mentalidade do "eu" maximizado - o máximo consumo material, a noção de que quanto maior, melhor e um processo decisório orientado por grupos de interesse que nos levou a um estado de irresponsabilidade organizada, criando coletivamente resultados que ninguém quer.

O que está nascendo é menos claro, mas de maneira alguma menos importante. É algo que podemos sentir em muitos lugares por todo o planeta Terra. Estamos falando de um futuro que não se restringirá a apagar incêndios e promover meros ajustes superficiais na mudança estrutural. Não estamos falando de substituir uma mentalidade que deixou de nos beneficiar por outra, mas sim de um futuro que requer um nível mais profundo da nossa humanidade, de quem realmente somos e do que queremos ser como sociedade. É um futuro que podemos perceber, sentir e concretizar promovendo uma transformação do lugar interior a partir do qual nós operamos. É um futuro que, na presente Era da Desestabilização, começa a se fazer presente por meio de nós.

Hoje, essa transformação interior - de combater o antigo a sentir e presenciar uma futura possibilidade emergente - ocupa um lugar no centro de qualquer profundo trabalho de liderança. Trata-se de uma mudança que requer a expansão do nosso foco: da cabeça para o coração. É uma transição de uma conscientização egossistêmica que só se importa com o próprio bem-estar para uma conscientização ecossistêmica, que leva em consideração o bem-estar de todos, inclusive o próprio bem-estar. O prefixo eco tem origens na palavra grega oikos, que quer dizer "a casa toda". A palavra economia remonta dessa mesma raiz.

Transformar a nossa atual economia egossistêmica em uma economia ecossistêmica implica reconectar o pensamento econômico à sua verdadeira raiz, que é o bem-estar da casa toda e não o bem-estar ou o lucro de apenas alguns de seus habitantes. No entanto, embora a "casa toda", para os gregos antigos, tenha sido uma noção bastante local, hoje o termo também diz respeito ao bem-estar das nossas comunidades globais e ecossistemas planetários.

Estamos nos aproximando dessa transformação da conscientização, do egossistema ao ecossistema, e vivenciando essa mudança não apenas como grupos e organizações mas também como uma comunidade global. Criar e implementar os princípios e práticas pessoais que nos ajudarão nessa transição pode muito bem constituir uma das realizações mais importantes da nossa era.


Otto Scharmer

*Introdução do livro Liderar a partir do futuro que emerge - Otto Scharmer - Ed. Campus.  

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mafalda - 50 anos

Descobri a Mafalda quando eu era criança. Em casa tínhamos estantes cheias de livros e várias enciclopédias. Uma delas era a Nossas Crianças, que tinha dez ou doze volumes trazendo vários temas sobre infância e adolescência. Cada capítulo iniciava com uma tirinha da Mafalda, ilustrando um determinado tema. Eu adorava ficar lendo e relendo e morria de rir. Adorava cada um dos personagens, os amiguinhos dela, cada um representando uma visão de mundo e uma postura de vida. 

Hoje faz 50 anos que a primeira tirinha da Mafalda foi publicada e ela continua tão atual e oportuna em suas reflexões sobre o mundo. Assim como ela, também completo 50 anos este ano, e acho que foi com a Mafalda que comecei a tomar gosto pela leitura. Com ela comecei olhar com humor para as situações difíceis e complicadas - e, com isso, a pensar.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Criando o Futuro

Criatividade e Comunicação Profunda
 na Nova Organização 

Desenvolvimento de Líderes e Times
Grupos fechados
imersão em Nazaré Uniluz
e in company


“O atual modelo de organização está em vigor há mais de cem anos, 
com alguns pequenos retoques. 
E os pequenos retoques agora já não bastam.” 
Domenico De Masi 



Uma organização é um sistema vivo. Com a transição da sociedade industrial para a chamada sociedade do conhecimento, passamos a vê-la como organismo e não mais como máquina. Essa diferença é fundamental, pois enfatiza a dimensão humana e considera a qualidade das relações o principal indicador de saúde da organização – e não o lucro. As redes humanas são as principais fontes de conhecimento, soluções e inovação de uma empresa. A capacidade de gerar valor está diretamente ligada à expressão do potencial criativo e intelectual das pessoas, em ambientes que favoreçam a espontaneidade, a empatia e a colaboração

As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais permeáveis. Vemos profissionais das mais diversas áreas trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de atuação originais.


Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho.

Como os líderes estão se preparando para lidar com cenários complexos e com alto nível de imprevisibilidade? Quais são as habilidades necessárias para esse ambiente? Os modelos tradicionais de gestão, baseados no pensamento linear e em estruturas hierárquicas rígidas, continuarão funcionando? A competição e a ideia de escassez são congruentes com as reais necessidades de desenvolvimento das pessoas, das empresas e da sociedade de uma forma ampla?

Pensar fora da caixa já não é suficiente num mundo em transição, que está superando a ideia de "caixa". Liderar nesse ambiente requer ousadia, autoconhecimento, empatia, interdependência, criatividade, comunicação consciente/consistente e capacidade de lidar com ambiguidade e subjetividade. Esse novo perfil de liderança diz respeito muito mais ao desenvolvimento de aspectos humanos do que ao conjunto de competências técnicas ou posição hierárquica.


Objetivos
  • Exercitar habilidades humanas necessárias no papel de líder: comunicação profunda, empatia e interdependência.
  • Discutir os desafios e o propósito da liderança na atualidade.
  • Favorecer a cooperação e o pensamento sistêmico: indivíduo > grupo > organização > mercado > sociedade.
  • Propiciar o ambiente para o pensamento criativo e transdisciplinar. 

Conteúdo
  • Transição de paradigmas: Pensamento cartesiano/industrial > Pensamento sistêmico.
  • Sistemas e subsistemas: indivíduo > grupo/time > organização > mercado > sociedade
  • Organizações vivas / Organizações que aprendem e se transformam
  • Comunicação empática e profunda
  • Liderança: Tornando-se um ser humano
  • Autoconhecimento e Responsabilidade
  • A questão do propósito
  • Recursos tangíveis e intangíveis
  • Resultados qualitativos
  • Desenvolvimento humano nas organizações: empatia, interdependência, cooperação, criatividade, comunicação consciente.
  • O colapso do modelo econômico e o surgimento das novas economias “evolutivas”: economia criativa / economia sagrada / economia solidária.
Metodologia
Abordagem cocriativa envolvendo: Jogos cooperativos de tabuleiro (Relações em Jogo e o Jogo da Transformação), comunicação profunda e empática, simulações e vídeos.


Bibliografia de apoio
  • As Conexões Ocultas - Fritjof Capra
  • A Linguagem das Emoções - Paul Ekman
  • Criatividade Quântica - Amit Goswami
  • Jogos Finitos e Infinitos: A vida como jogo e possibilidade - James P. Carse
  • Liderança para Tempos de Incerteza - Margaret J. Wheatley
  • O Colapso de Tudo - John Casti
  • O Manifesto da Transdisciplinaridade - Basarab Nicolescu
  • Presença: Propósito Humano e o Campo do Futuro - Peter Senge, C. Otto Scharmer (Teoria U) e outros.

A quem se destina

Líderes, gestores, profissionais de RH, educadores e demais profissionais genuinamente interessados no desenvolvimento e valorização do potencial humano nas organizações.

Local

*Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano e oferece o ambiente ideal para essa experiência fora da caixa. O seminário é oferecido como imersão e inclui hospedagem em quarto individual, alimentação ovo-lacto-vegetariana e meditações. www.nazareuniluz.org.br


Facilitadora

Sandra Felicidade - psicóloga com atuação nos campos da psicologia clínica, social, ambiental e do trabalho. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento humano em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: relações humanas no trabalho, processos de mudança, pensamento sistêmico e inteligência coletiva. Autora do Relações em Jogo®. Facilitadora do Jogo da Transformação® – versão avançada - credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Focalizadora de seminários e workshops em Nazaré Uniluz e na Unipaz. Palestrante e facilitadora em eventos TEDx e Amcham. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Foi colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar - com ênfase nos aspectos psicossociais dos desastres. Trabalhou durante dez anos na área de marketing corporativo da 3M do Brasil.

 Grupos fechados em Nazaré Uniluz e in company
Informações:
sfelicidade.psi@gmail.com / (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O Labirinto

Jean-Yves Leloup

O labirinto é uma bela imagem da nossa vida,
Desse desejo que faz avançar
E do medo que nos faz recuar.
No entanto, dentro de um labirinto
É essencial termos essa orientação dentro de nós.
              
Quando se caminha no deserto
Os mapas de nada servem,
O importante é ter uma bússola.

Muitas vezes, no deserto de nossas existências,
No labirinto de nossas vidas,
Sentimo-nos perdidos.
Temos a impressão de que não caminhamos,
Não avançamos, de que estamos regredindo.

O importante é lembrarmos
Que existe uma bússola dentro de nós,
Que é o coração.

Nosso coração é aquela parte
Que se volta para a luz dentro de nós.
Que não nos deixa afastar do Amor,
Que vai em direção ao centro.
É dessa forma que todos os passos do labirinto
Nos levam até o centro.

Esse é um belo ato simbólico:
Caminhar dentro desse labirinto.
Nos faz lembrar que, a cada passo,
Se tivermos nosso coração
Orientado em direção à Luz e ao Amor,
Estamos indo em direção a esse centro,
Que é a Verdade, a Bondade e
A Beleza que buscamos.

É o coração que está dentro do coração da própria vida.
Trata-se de não ter medo de entrar no labirinto,
De caminhar nos meandros de nossa existência, de entrar na sombra.

Existe dentro de nós uma bússola,
Que nos faz lembrar que a Luz e a Paz existem.
Caminhemos em direção a ela!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Política


Seu Urbano, fina estampa.
Anos 50

Aprendi com meu pai a não discutir política partidária, e sim viver com uma postura política congruente com meus valores. Ele deixou a política partidária depois de muitos anos de intensa luta e inúmeras desilusões. Não ocupou cargo eletivo, mas foi muito atuante e presenciou momentos históricos importantes (e seus bastidores). Quando eu era criança, muitas vezes vi chegarem em casa vários homens em seus ternos com diferentes tons de cinza, que ficavam conversando horas. Eu não entendia nada e achava aquilo tudo chatíssimo. Só via que meu pai se exaltava muito, sempre indignado gesticulando o tempo todo. Eu achava que era uma briga, mas depois fui entendendo que era uma forma de conversar. Todos faziam isso como forma de prevalecer na situação.

Ele sempre dizia que a política, como está estruturada, serve a dois propósitos: ficar no poder ou voltar ao poder. Para isso todo tipo de aliança é justificável. O inimigo da campanha passada é o maior aliado nesta. Nenhum constrangimento. É um jogo de conveniência com regras bem conhecidas. Para qualquer posição partidária que alguém queira adotar e defender (nós eleitores, inclusive) é possível construir um razoável conjunto de argumentos. Sempre é possível encontrar um podre enorme do adversário do momento, mas que será facilmente relevado na próxima eleição, se ele for um aliado. Sem ressentimentos. 

Seu Urbano tecendo uma colcha em Nazaré.
Anos 80
Quando perguntavam ao meu pai porque ele deixou a política, ele respondia: “estou enojado.” Por outro lado, ele permaneceu disponível quando alguém buscou sua opinião - e continuou, como cidadão, a fazer política, a ter uma postura atuante e a fazer diferença no seu pequeno raio de ação. Mas ele nunca mais caiu na armadilha de ficar em inflamadas discussões partidárias, porque ele sabia muito bem como esse jogo todo é orquestrado nos bastidores. Então ele já me economizou uma energia enorme porque eu não entro em discussão sobre partido. 

Ainda não sei em quem vou votar, mas certamente será em quem menos insultar a minha inteligência. Espero que cada um faça o mesmo e fique em paz com sua escolha. No mais, acredito que o que muda a sociedade é a mudança do ser humano. É o respeito pela opinião do outro, é a congruência entre discurso e prática. Tem a ver com a forma como eu vivo em sociedade e estabeleço relação com o outro. No uso dos "recursos" do planeta (cada vez mais escassos), no cuidado com o que é público. Na forma como eu trato meu vizinho, meu colega de trabalho, o porteiro, a caixa do supermercado. Como eu educo meus filhos. No cuidado em todas as dimensões da vida. Isso é política. A gente faz dentro de casa (sem precisar bater em panela) e quando cruza a porta da rua.

Reflexões - Urbano Lopes da Silva
publicado em 1952

A propósito, meu pai fez isso. Nasceu em 1925, em Belém do São Francisco/PE. Foi criado somente pela mãe, dona Felicidade, uma pernambucana arretadíssima. Foi um autodidata. Montou uma biblioteca em casa*, era nosso Google. Lia e escrevia o tempo todo. Tinha uma cultura vasta e conversava sobre política, economia, filosofia, religião e teosofia com qualquer pessoa. Era um contador de causos e tinha um repertório vastíssimo. Criou cinco filhos e assegurou que todos tivessem curso superior. Nos dias de eleição, ia solene votar de terno e gravata. Lembrava bem o que é não poder votar. Mas nunca esperou que a solução da sua vida (ou do país) viesse de algum partido político. 

Sandra Felicidade

*Boa parte dos livros foi doada para as bibliotecas da PUCCAMP e da UFSCar. 

sábado, 26 de julho de 2014

Caminhos para a Mudança

Workshop Caminhos para a Mudança
Nazaré Uniluz
21 a 23/11

Vivemos uma época de grandes mudanças coletivas. Porém, elas estão nos afetando de forma muito particular. Muitas das nossas certezas e garantias estão sendo colocadas em xeque. Os modelos de sucesso, focados em carreira e consumo, estão desgastados e não trazem felicidade genuína. As pessoas estão sufocadas pelas exigências profissionais e, ironicamente, não conseguem desfrutar dos confortos que suas carreiras proporcionam.


Quem estiver pronto para acessar as oportunidades que o momento apresenta, poderá se reinventar através do reconhecimento de novos níveis de liberdade, criatividade e responsabilidade pessoal. 




Para quem está passando por mudanças importantes em algum aspecto da vida, esta vivência permitirá:
  • Compreender a origem da insatisfação.
  • Lidar com o processo de transição.
  • Ativar os recursos necessários para dissolver os bloqueios.
  • Criar o próprio caminho a partir de um propósito genuíno.
  • Conhecer pessoas que estão buscando um novo paradigma.
Neste workshop abordaremos a mudança em quatro dimensões da vida:

Propósito
Será que conduzimos nossa vida movidos por um propósito que nasce do autoconhecimento e da busca pela felicidade genuína ou vivemos segundo algum roteiro que nos foi descrito e que aceitamos sem grandes questionamentos?

Estilo de vida
O estilo de vida é a expressão do conjunto de valores de cada um. Qual é minha relação com o ambiente em que estou? Quais os recursos que preciso para viver com harmonia e bem-estar? Preciso possuir tudo ou posso usufruir de forma compartilhada? Como eu me relaciono com o dinheiro? Consigo perceber o valor das coisas que não envolvem dinheiro? Como eu organizo meu tempo? O que tem valor para mim? Quanto do meu tempo dedico a isso?

Relacionamentos
A qualidade das relações depende do autoconhecimento. Até que eu tenha consciência, os padrões de relacionamento se repetem mesmo que as pessoas envolvidas mudem. Como os relacionamentos podem evoluir? Qual é o papel da comunicação? Quando eu sei qual é o meu propósito e adoto um estilo de vida compatível, naturalmente pessoas entram no meu caminho e outras saem. É a chamada "peneira cósmica". 

Vocação & Trabalho
O mundo do trabalho está mudando de forma muito acelerada. As fronteiras entre profissões estão mais permeáveis. A complexidade e incerteza do cenário atual estão fazendo as pessoas questionarem os modelos tradicionais de trabalho. Estruturas hierárquicas rígidas estão obsoletas e são substituídas por modelos circulares e horizontais que permitem o fluxo de inteligência e criatividade. Cargos estão perdendo a relevância e profissões estão deixando de existir. Novas profissões surgem para atender a novas demandas. É a oportunidade de reencontrar a real vocação. Cada um pode ser muitas coisas. Somos todos artistas.


Essa vivência em Nazaré Uniluz integra workshop com jogos cooperativos de tabuleiro (Relações em Jogo e o Jogo da Transformação), meditações e partilhas. 

Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que atua há três décadas no exercício de um novo paradigma de vida e oferece o ambiente ideal para essa experiência. 

Investimento: R$560,00 (inclui vivência, alimentação completa ovo-lacto-vegetariana e hospedagem em quarto individual)

Inscrições:
Setor de Cursos e Vivências
(11) 4597 7103
(11) 96473 2851


(é necessário usar o 11 mesmo estando em São Paulo)

http://nazareuniluz.org.br/?programacao=caminhos-para-a-mudanca-6

domingo, 18 de maio de 2014

As paisagens mudam

Depois de uma longa conversa com meu travesseiro decidi voltar a morar em Curitiba. Após um período em Campinas, os ventos da mudança sopraram novamente e a terra de Paulo Leminski piscou pra mim.  Nas voltas da espiral da vida, já morei em várias cidades. Nasci em São Caetano do Sul, na grande São Paulo. Passei a maior parte da infância e da adolescência em São Paulo. Sampa do Caetano, da Ipiranga e avenida São João, da Paulista com aquele pulsar cosmopolita que eu gosto tanto.


Diz a lenda que morei um tempo em Brasília, quando era bem pequena, em função do trabalho do meu pai. Não lembro desse capítulo, mas vivi em Brasília nos primeiros anos da capital federal. Está lá em algum lugar do meu inconsciente. Brasília também era bem nova. Deve ter sido lá por 1966/67, quando eu tinha dois ou três anos. Lembro apenas do meu pai contando histórias de um tempo em que havia algum idealismo na política e do orgulho de ter sido testemunha de fatos históricos importantes. 


E as paisagens continuaram mudando. Tive um ensaio de vida rural quando meu pai decidiu sair de São Paulo e comprou um sítio perto de Jundiaí, em Várzea Paulista. O sítio virou loteamento, que virou bairro, que leva o singelo nome da minha avó: Jardim Felicidade. Adeus vida rural!


A época da faculdade chegou e me levou pra Campinas. Sou tão grata a esta cidade ensolarada que me trouxe coisas valiosas. Trabalho, independência e amigos de alma, que guardo do lado esquerdo do peito, dentro do coração. Em Campinas, vi Tom Jobim cantar Águas de Março e Arrigo Barnabé cantar Suspeito. Vi Legião no show As Quatro Estações. Na turma do gargarejo vi o intenso Renato Russo cantar Pais e Filhos: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Fiz parte do coral da Orquestra Sinfônica de Campinas e cantei a 9ª Sinfonia de Beethoven: "Alle Menschen werden Brüder" (todos os homens são irmãos). E o mais importante, em Campinas nasceram meus três filhos, meus amores, que fazem de mim uma pessoa melhor.

Foto: Concerto com João Carlos Martins. Concha Acústica/Lagoa do Taquaral - Campinas
Quando eles ainda estavam bem pequenos, mudamos para Curitiba. Assim como eu não lembro de Brasília, eles não têm lembrança da vida em Campinas. Cresceram na capital paranaense e adoram esta cidade que proporcionou, entre tantas coisas, uma infância maravilhosa. O frio nunca foi problema. Mesmo no inverno, os esquimozinhos iam pra rua andar de bicicleta e brincar na casa da árvore com os amigos com quem cresceram. No frio extremo, o calor vem das pessoas, da brincadeira, do pinhão assando na fogueira.
Foto: Jardim Botânico / Curitiba - Sandra Felicidade


Foto: Parque Tanguá/Curitiba - Sandra Felicidade
Foto: Universidade Federal do Paraná - Sandra Felicidade
Foto: Bosque do Alemão/Curitiba - Trilha de João e Maria
Agora estou novamente em Curitiba. Mas, diz o sábio chinês*, que um homem não se banha no mesmo rio duas vezes. E é verdade. Mudamos nosso olhar e coisas novas se revelam. Estou apreciando esta cidade como se estivesse aqui pela primeira vez. Fico encantada com as coisas mais cotidianas. Acho que o verdadeiro encantamento é aquele que capta a preciosidade do que está ali, disponível. Minha vizinha veio me dar boas-vindas e se colocar à disposição para o que eu precisar. Outro vizinho terminou de fazer uma fonte no jardim, que ficou linda! Ele tornou a paisagem mais bonita e o som da água caindo o tempo todo é perfeito para uma meditação. A fonte é dele, mas a paisagem e o barulhinho foram socializados. O pôr do sol que vejo da sacada do meu quarto é um presente Divino com direito à pauta musical! Como diria Millôr, o pôr do sol é de quem olha. O sagrado está em toda parte. _()_

Foto: "meu" pôr do sol
Foto: Praça do Japão - Curitiba/PR
Foto: Praça do Japão - Curitiba/PR
A terra de Leminski é vibrante e repousante, na medida certa. Fui ver Zeca Baleiro com meu filho no Guairão. Na mesma quadra, no Guairinha, havia uma peça de teatro. Na outra esquina, no Teatro da Caixa, os Cariocas cantavam Chico. E esse menu cultural cercado de cafés simpáticos cheios de gente. A parte vibrante é essa intensa atividade cultural da cidade, dos bares e cafés aos teatros e museus. A parte repousante fica por conta dos parques lindos, do pôr do sol e do barulhinho da fonte do vizinho. Quando chegar o frio, um bom lugar pra ler um livro ou a boa conversa com os amigos. No frio extremo, o calor vem das pessoas, do vinho, do cappuccino, do papo cabeça e do papo furado. Acho que a Rita Lee captou bem o espírito da cidade na música Normal em Curitiba: "Quero o essencial da vida, quero ser normal em Curitiba."

Foto: Ópera de Arame/Curitiba - Simon Norfolk for The New York Times (A nave)
Foto: Parque Barigui/Curitiba - Eloá Andreassa
Foto: Paço da Liberdade/Curitiba
Uma amiga, que hoje vive em Floripa, diz que a cidade ideal muda ao longo da vida. As paisagens mudam. Em cada momento da vida, o espírito pede uma paisagem. E neste momento, minha alma agradece e aprecia o essencial da vida.

Sandra Felicidade

*Do I Ching (1100 a. C.) a Lulu Santos, passando por Sidarta Gautama (Buda) e Heráclito, vários pensadores acessaram esse arquétipo da impermanência: Tudo muda o tempo todo no mundo... ;)

sábado, 17 de maio de 2014

O Jogo da Aldeia

Hoje foi um dia inspirador na Aldeia Vale do Sol. Fizemos o primeiro workshop "Caminhos para a Mudança" aqui em Curitiba. Nós da Aldeia mergulhamos fundo nessa experiência e discutimos a mudança e como ela se processa em diferentes aspectos da vida. 


A experiência no tabuleiro gerou muitos insights e recursos que levamos para serem aplicados nas mudanças que estamos promovendo. A transformação começa no indivíduo e nasce de um desejo que é muito pessoal. Mas fica cada vez mais claro que dessa decisão surge um novo caminho. Nele a gente encontra as pessoas que estão no campo da nossa felicidade, como dizia Joseph Campbell, e elas trazem exatamente aquilo que estamos procurando.

Estes são os quatro aspectos que abordamos no workshop:

Propósito
Será que conduzimos nossa vida movidos por um propósito que nasce do autoconhecimento e da busca pela felicidade genuína ou vivemos segundo algum roteiro que nos foi "imposto" e que aceitamos sem grandes questionamentos?

Estilo de vida
O estilo de vida é a expressão do conjunto de valores de cada um. Qual é minha relação com o ambiente em que estou? Quais os recursos que preciso para viver com harmonia e bem-estar? Preciso possuir tudo ou posso usufruir de forma compartilhada? Como eu me relaciono com o dinheiro? Consigo perceber o valor das coisas que não envolvem dinheiro? Como eu organizo meu tempo? O que tem valor para mim? Quanto do meu tempo dedico a isso?

Relacionamentos
A qualidade das relações depende do autoconhecimento. Até que eu tenha consciência, os padrões de relacionamento se repetem mesmo que as pessoas envolvidas mudem. Como os relacionamentos podem evoluir? Qual é o papel da comunicação? Quando eu sei qual é o meu propósito e adoto um estilo de vida compatível, naturalmente pessoas entram no meu caminho e outras saem. É a chamada "peneira cósmica". 

Vocação & Trabalho
O mundo do trabalho está mudando de forma muito acelerada. As fronteiras entre profissões estão mais permeáveis. A complexidade e incerteza do cenário atual estão fazendo as pessoas questionarem os modelos tradicionais de trabalho. Estruturas hierárquicas rígidas estão obsoletas e são substituídas por modelos circulares e horizontais que permitem o fluxo de inteligência e criatividade. Cargos estão perdendo a relevância e profissões estão deixando de existir. Novas profissões surgem para atender a novas demandas. É a oportunidade de reencontrar a real vocação. Cada um pode ser muitas coisas. Somos todos artistas. o/ 

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A partir de junho, "Caminhos para a Mudança" passa a fazer parte do calendário de vivências da Aldeia. Se quiser receber divulgação da nossa programação ou se deseja organizar um workshop em sua cidade ou empresa, entre em contato pelos e-mails:

sandra.happiness@terra.com.br / sfelicidade.psi@gmail.com

Sandra Felicidade

domingo, 11 de maio de 2014

O trabalho no nível da alma


"A economia criativa, as novas profissões, o boom do empreendedorismo e a nova força coletiva estão pintando um cenário inédito e brilhante. Você está fazendo o que ama? Não? Então comece."



All work and all play - Box 1824
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=F12DAS-ZNDY

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Se meu jardim der flor

Para você que está passando por aqui, deixo essa pérola que encontrei.

_/*\_

Dê asas ao amor 
que vive dentro 
de todo bom coração...



Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=He-qRlqjI-4&list=AL94UKMTqg-9CaaDlHd2SeLMpSmU6BsbS6

sábado, 3 de maio de 2014

O Jogo da Transformação em Curitiba

Workshop

O Jogo da Transformação®
Curitiba - 10 de maio

Você define o propósito, o jogo mostra um caminho.

O Jogo da Transformação® captura a essência do processo de mudança e parte da visão integral do ser humano que considera o nível físico, emocional, mental e espiritual. O workshop com o jogo permite compreender e transformar crenças e padrões de comportamento, abrindo novas perspectivas. 

De forma profunda e efetiva, o jogo reproduz o caminho que leva à realização de propósitos pessoais e profissionais. Os participantes podem identificar os desafios do caminho, ativar os recursos para superá-los e assim construir o próprio mapa de transformação pessoal.

Objetivos
  • Clarear os passos a lidar com momentos de transição.
  • Construir um caminho para realização de propósitos pessoais e profissionais.
  • Desenvolver habilidades interpessoais e de liderança.
  • Ativar recursos para superar bloqueios.
  • Estimular a criatividade e a capacidade reflexiva.

Participantes: 4 pessoas

Data: 10 de maio

Carga horária: 8 horas

Investimento: R$ 350,00

Local: Instituto Vale do Sol - Av. Cândido Hartmann, 570 conj 193 - Mercês

Origem



O Jogo da Transformação® foi criado em Findhorn - Escócia. Considerada modelo de desenvolvimento sustentável pelas Nações Unidas, atua e propõe novos paradigmas nas áreas de economia, meio ambiente, política, educação, desenvolvimento pessoal e relações humanas. Findhorn recebe anualmente milhares de pessoas do mundo inteiro para participar de suas atividades. O Jogo da Transformação é uma das principais vivências lá realizadas. http://www.findhorn.org/

Facilitadora e Coach
Sandra Felicidade - Psicóloga - Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). Facilitadora credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998.

Informações e inscrições: (41) 9699-2665 / sandra.happiness@terra.com.br / sfelicidade.psi@gmail.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Poder da Aldeia

"As aldeias surgem quando prestamos atenção ao redor e estabelecemos relações positivas com outros seres."
Padma Samten

Festa na Vila - Ana Maria Dias
Esses dias li uma matéria falando sobre o risco de um colapso na internet e da nossa vulnerabilidade, uma vez que fomos aos poucos deixando de nutrir a vida em comunidade, seduzidos pelo fascínio do mundo virtual. Ainda que isso nunca aconteça, fica o alerta: se um dia, por qualquer razão, houvesse um apagão da internet, quais seriam as redes humanas reais na vida de cada um de nós?

Não acho tão improvável que isso aconteça e de certa forma penso que a Internet é uma espécie de brinquedo. A gente pode se distrair um pouco com ela e fazer coisas interessantes. Mas a época do encantamento acabou e os perigos já estão bem expostos também.

Um dos perigos é a perda de contato humano real. Estamos desaprendendo habilidades humanas fundamentais. Uma delas é a da vida em comunidade. A vida em aldeia, tão ancestral, tão importante e tão essencialmente humana. Tenho a felicidade de fazer parte de uma aldeia onde compartilhamos ideias, sentimentos, visões. Faço parte de um grupo de terapeutas, amigos evolutivos, e nos reunimos regularmente para alimentar o espírito. Em um de nossos encontros, uma das integrantes compartilhou um texto do Padma Samten que fala sobre o poder da aldeia. A ideia de aldeia trouxe grande inspiração para nossa roda de conversa e reproduzo abaixo um trecho: 

As Aldeias*


A característica central de uma aldeia é que os seres veem uns aos outros e entrelaçam positivamente suas vidas. Entrelaçam também com os rios, árvores, plantas e animais que possibilitam suas vidas, com a terra e o céu que seus antepassados também fitaram.

O foco em metas estreitas faz desaparecer a aldeia. Bolhas de realidade surgem e impedem o contato entre as pessoas. Um condomínio não é uma aldeia. Seres apressados, focados em mundos específicos, mal se cumprimentam nos elevadores de manhã. Seguem para o tráfego onde a presença do outro é sentida como obstáculo a ser vivido a cada dia. Mesmo as crianças vivem assim. 

Um bairro de periferia não é uma aldeia. As soluções para as pessoas parecem vir do emprego ao longe, para onde se deslocam penosamente a cada dia, mudas, apertadas, sem olhar para os outros, tentando nem tocá-los, vulneráveis. Não há tempo nem razão para ver mais amplo.

Quando o centro sutil das atividades, a inteligência que tudo move, não é de uma aldeia, mesmo pais, mães e filhos têm seus olhares presos a seus mundos individuais particulares. Fixados em suas bolhas estreitas, miram crispados e frágeis celulares e tablets, sem espaço para incluir os outros em suas vidas. 

As aldeias, criadas pelo olhar atento ao que acontece ao redor, e que buscam estabelecer redes de ações positivas com as outras pessoas e com os seres da natureza, produzem felicidade e estabilidade onde quer que se manifestem. Mais ainda se for em lugares com regatos murmurantes e cristalinos, cachoeiras, pássaros coloridos, bandos de borboletas, ar perfumado e crianças que brincam.

Padma Samten
Lama budista. Fundou e dirige o Centro de Estudos Budistas Bodisatva, em Viamão/RS.

Então, você tem uma aldeia pra chamar de sua? Você saberá como recriar uma aldeia se o nosso simulador de vida comunitária desaparecer? As redes sociais, simuladores de aldeia, ensinaram a curtir e compartilhar, e a adicionar alguém que a gente nem precisa estabelecer relação de fato.

O estilo de vida individualista e competitivo faz a gente perder o sentimento de conexão e pertencimento. Como escreve Padma Samten, olhamos o tempo todo para uma tela que nos conecta com o mundo, mas não sabemos mais olhar nos olhos. Estamos nos desconectando de nós mesmos e do outro.

Na capacidade de olhar para o outro e reconhecer aquilo que nos liga está nossa esperança de criar uma nova rota como humanidade. Talvez nosso próximo salto evolutivo seja reaprender a viver em aldeia.

Sandra Felicidade

*Fonte: Revista Vida Simples - Edição Abril/2014 - página 60.

Veja também: 

“A Internet virá abaixo e viveremos ondas de pânico” - Dan Dennett, respeitado filósofo norte-americano, avalia as repercussões de uma queda total da rede no mundo digital. Disponível em:
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/25/tecnologia/1395776953_258137.html

O colapso de tudo: os eventos extremos que podem destruir a civilização a qualquer momento. - John Casti - Ed. Intrínseca
http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/30367570.pdf

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Relações humanas e o propósito do trabalho

"No mundo do trabalho, corre-se o risco da fascinação por uma pseudo-realidade. 
Criamos tamanha cegueira interna que, ao final, 
perdemos a conexão com nossas próprias fontes
 de felicidade e evolução."
Herbert Steinberg


O trabalho cumpre uma função importante e complexa na vida das pessoas. Além de suprir nossas necessidades mais elementares, ligadas à sobrevivência, outros aspectos mais sutis e igualmente importantes estão em jogo. Independente do tipo de organização na qual ocorra, ele é feito em coletividade, em contextos que envolvem a relação com o outro. A própria realização do trabalho depende dessa interação. Num certo sentido, ele é um importante mediador das relações que se estabelecem entre as pessoas. Não seria esse o propósito maior do trabalho? 

Ao mesmo tempo, vivemos num paradigma que impõe às pessoas um nível crescente de dedicação à atividade profissional, muitas vezes em detrimento dos outros aspectos da vida. A carreira acaba sendo a principal referência na vida de uma pessoa, quando não é o único elemento gerador de identidade. As relações profissionais se tornam mais intensas e, muitas vezes, mais propensas ao desgaste e a tornarem-se estressantes.

Para ampliar a participação em mercados cada vez mais competitivos e agressivos, muitas organizações fomentam uma postura igualmente competitiva e agressiva entre seus colaboradores - a fim de que gerem resultados irreais e insustentáveis. Com isso, privilegiam profissionais cujo perfil evidencie disposição de dar prioridade absoluta à carreira e ao cumprimento de metas corporativas, mesmo que isso envolva abdicar da própria subjetividade e do reconhecimento da subjetividade do outro.

Nesse cenário, vemos profissionais altamente qualificados, mas que se deparam com grandes bloqueios quando lidam com a dimensão mais valiosa do trabalho: a relação com o outro. Muitos profissionais se limitam a desenvolver competências pessoais que gerem resultados para a organização e para a própria carrreira. O desenvolvimento de aspectos humanos só é considerado relevante quando se trata de alguma característica momentaneamente valorizada na cultura corporativa, como atributo estratégico para as metas da organização ou do mercado.

As pessoas exigem de si mesmas e dos colegas níveis cada vez mais elevados de desempenho - e desconsideram perigosamente o outro, como ser humano. Quem faz isso com o outro, fez antes consigo mesmo. Num contexto que favorece esse tipo de postura, vemos a crescente deterioração das relações, com efeitos na saúde emocional das pessoas e na qualidade do ambiente de trabalho.

Nosso contexto profissional pode nos trazer grandes oportunidades de desenvolvimento como seres humanos. A convivência diária com uma grande diversidade de pessoas é uma escola de relações humanas, onde exercitamos a comunicação, a cooperação, a tolerância, a empatia, a ética e tantos outros valores essenciais.

Os bloqueios que encontramos pelo caminho convidam a ativar nossos recursos e valores mais profundos. Podemos ingressar num nível que favorece interações conscientes e transformadoras. Justamente aí está a oportunidade redescobrir o propósito do trabalho.

Sandra Felicidade - Psicóloga - Consultora, coach e psicoterapeuta (sistêmica e junguiana). É autora do Relações em Jogo® e facilitadora do Jogo da Transformação® - credenciada pela InnerLinks Associates. Contatos: (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665

terça-feira, 25 de março de 2014

Workshop em Nazaré Uniluz

Workshop
Caminhos para a Mudança
Nazaré Uniluz - 04 a 06/04

"Que haja transformação, e que comece comigo." 
Marilyn Ferguson


Para quem está passando por mudanças importantes em algum aspecto da vida, esta é uma oportunidade que permitirá:

Compreender o processo de transição
Ter clareza com relação aos passos necessários para a mudança
Ativar os recursos necessários para dissolver os bloqueios
Abordar a mudança em quatro dimensões da vida:
  • Propósito de vida 
  • Estilo de vida 
  • Relacionamentos 
  • Profissão/Vocação/Trabalho 

Essa vivência em Nazaré Uniluz integra workshop com jogos cooperativos de tabuleiro*, meditações e partilhas. 


A quem se destina

Pessoas interessadas em promover mudanças em diferentes aspectos da vida.

Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano, que atua há três décadas na vanguarda desse processo e oferece o ambiente ideal para essa experiência. 

Investimento: R$545,00 (inclui vivência, alimentação completa ovo-lacto-vegetariana e hospedagem em quarto individual)


*Relações em Jogo® e o Jogo da Transformação®

Participe!!

Informações e inscrições: 
secretaria@nazareuniluz@org.br
(11) 4597-7109 / 4597-7103
http://nazareuniluz.org.br/ai1ec_event/caminhos-para-mudanca-2/?instance_id=1278