segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mafalda - 50 anos

Descobri a Mafalda quando eu era criança. Em casa tínhamos estantes cheias de livros e várias enciclopédias. Uma delas era a Nossas Crianças, que tinha dez ou doze volumes trazendo vários temas sobre infância e adolescência. Cada capítulo iniciava com uma tirinha da Mafalda, ilustrando um determinado tema. Eu adorava ficar lendo e relendo e morria de rir. Adorava cada um dos personagens, os amiguinhos dela, cada um representando uma visão de mundo e uma postura de vida. 

Hoje faz 50 anos que a primeira tirinha da Mafalda foi publicada e ela continua tão atual e oportuna em suas reflexões sobre o mundo. Assim como ela, também completo 50 anos este ano, e acho que foi com a Mafalda que comecei a tomar gosto pela leitura. Com ela comecei olhar com humor para as situações difíceis e complicadas - e, com isso, a pensar.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Criando o Futuro

Criatividade e Comunicação Profunda
 na Nova Organização 

Desenvolvimento de Líderes e Times
Grupos fechados
imersão em Nazaré Uniluz
e in company


“O atual modelo de organização está em vigor há mais de cem anos, 
com alguns pequenos retoques. 
E os pequenos retoques agora já não bastam.” 
Domenico De Masi 



Uma organização é um sistema vivo. Com a transição da sociedade industrial para a chamada sociedade do conhecimento, passamos a vê-la como organismo e não mais como máquina. Essa diferença é fundamental, pois enfatiza a dimensão humana e considera a qualidade das relações o principal indicador de saúde da organização – e não o lucro. As redes humanas são as principais fontes de conhecimento, soluções e inovação de uma empresa. A capacidade de gerar valor está diretamente ligada à expressão do potencial criativo e intelectual das pessoas, em ambientes que favoreçam a espontaneidade, a empatia e a colaboração

As fronteiras entre campos de atuação tradicionais estão mais permeáveis. Vemos profissionais das mais diversas áreas trabalhando em um mesmo projeto e desenvolvendo uma linguagem profissional que está além das fronteiras de seus campos de atuação originais.


Essa habilidade está sendo cada vez mais requisitada. A complexidade do mundo atual exige abordagens e equipes de trabalho transdisciplinares. A competição e o sucesso individual estão dando lugar a um novo modelo de trabalho.

Como os líderes estão se preparando para lidar com cenários complexos e com alto nível de imprevisibilidade? Quais são as habilidades necessárias para esse ambiente? Os modelos tradicionais de gestão, baseados no pensamento linear e em estruturas hierárquicas rígidas, continuarão funcionando? A competição e a ideia de escassez são congruentes com as reais necessidades de desenvolvimento das pessoas, das empresas e da sociedade de uma forma ampla?

Pensar fora da caixa já não é suficiente num mundo em transição, que está superando a ideia de "caixa". Liderar nesse ambiente requer ousadia, autoconhecimento, empatia, interdependência, criatividade, comunicação consciente/consistente e capacidade de lidar com ambiguidade e subjetividade. Esse novo perfil de liderança diz respeito muito mais ao desenvolvimento de aspectos humanos do que ao conjunto de competências técnicas ou posição hierárquica.


Objetivos
  • Exercitar habilidades humanas necessárias no papel de líder: comunicação profunda, empatia e interdependência.
  • Discutir os desafios e o propósito da liderança na atualidade.
  • Favorecer a cooperação e o pensamento sistêmico: indivíduo > grupo > organização > mercado > sociedade.
  • Propiciar o ambiente para o pensamento criativo e transdisciplinar. 

Conteúdo
  • Transição de paradigmas: Pensamento cartesiano/industrial > Pensamento sistêmico.
  • Sistemas e subsistemas: indivíduo > grupo/time > organização > mercado > sociedade
  • Organizações vivas / Organizações que aprendem e se transformam
  • Comunicação empática e profunda
  • Liderança: Tornando-se um ser humano
  • Autoconhecimento e Responsabilidade
  • A questão do propósito
  • Recursos tangíveis e intangíveis
  • Resultados qualitativos
  • Desenvolvimento humano nas organizações: empatia, interdependência, cooperação, criatividade, comunicação consciente.
  • O colapso do modelo econômico e o surgimento das novas economias “evolutivas”: economia criativa / economia sagrada / economia solidária.
Metodologia
Abordagem cocriativa envolvendo: Jogos cooperativos de tabuleiro (Relações em Jogo e o Jogo da Transformação), comunicação profunda e empática, simulações e vídeos.


Bibliografia de apoio
  • As Conexões Ocultas - Fritjof Capra
  • A Linguagem das Emoções - Paul Ekman
  • Criatividade Quântica - Amit Goswami
  • Jogos Finitos e Infinitos: A vida como jogo e possibilidade - James P. Carse
  • Liderança para Tempos de Incerteza - Margaret J. Wheatley
  • O Colapso de Tudo - John Casti
  • O Manifesto da Transdisciplinaridade - Basarab Nicolescu
  • Presença: Propósito Humano e o Campo do Futuro - Peter Senge, C. Otto Scharmer (Teoria U) e outros.

A quem se destina

Líderes, gestores, profissionais de RH, educadores e demais profissionais genuinamente interessados no desenvolvimento e valorização do potencial humano nas organizações.

Local

*Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano e oferece o ambiente ideal para essa experiência fora da caixa. O seminário é oferecido como imersão e inclui hospedagem em quarto individual, alimentação ovo-lacto-vegetariana e meditações. www.nazareuniluz.org.br


Facilitadora

Sandra Felicidade - psicóloga com atuação nos campos da psicologia clínica, social, ambiental e do trabalho. Há vinte anos trabalha com desenvolvimento humano em organizações de diferentes setores, com ênfase nos temas: relações humanas no trabalho, processos de mudança, pensamento sistêmico e inteligência coletiva. Autora do Relações em Jogo®. Facilitadora do Jogo da Transformação® – versão avançada - credenciada pela InnerLinks Associates desde 1998. Focalizadora de seminários e workshops em Nazaré Uniluz e na Unipaz. Palestrante e facilitadora em eventos TEDx e Amcham. Autora de artigos e coautora de livros nas áreas de Psicologia e Sociologia. Foi colaboradora do NEPED/Sociologia/UFSCar - com ênfase nos aspectos psicossociais dos desastres. Trabalhou durante dez anos na área de marketing corporativo da 3M do Brasil.

 Grupos fechados em Nazaré Uniluz e in company
Informações:
sfelicidade.psi@gmail.com / (41) 3503-6698 / (41) 9699-2665

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O Labirinto

Jean-Yves Leloup

O labirinto é uma bela imagem da nossa vida,
Desse desejo que faz avançar
E do medo que nos faz recuar.
No entanto, dentro de um labirinto
É essencial termos essa orientação dentro de nós.
              
Quando se caminha no deserto
Os mapas de nada servem,
O importante é ter uma bússola.

Muitas vezes, no deserto de nossas existências,
No labirinto de nossas vidas,
Sentimo-nos perdidos.
Temos a impressão de que não caminhamos,
Não avançamos, de que estamos regredindo.

O importante é lembrarmos
Que existe uma bússola dentro de nós,
Que é o coração.

Nosso coração é aquela parte
Que se volta para a luz dentro de nós.
Que não nos deixa afastar do Amor,
Que vai em direção ao centro.
É dessa forma que todos os passos do labirinto
Nos levam até o centro.

Esse é um belo ato simbólico:
Caminhar dentro desse labirinto.
Nos faz lembrar que, a cada passo,
Se tivermos nosso coração
Orientado em direção à Luz e ao Amor,
Estamos indo em direção a esse centro,
Que é a Verdade, a Bondade e
A Beleza que buscamos.

É o coração que está dentro do coração da própria vida.
Trata-se de não ter medo de entrar no labirinto,
De caminhar nos meandros de nossa existência, de entrar na sombra.

Existe dentro de nós uma bússola,
Que nos faz lembrar que a Luz e a Paz existem.
Caminhemos em direção a ela!